A Assembleia Popular de Coimbra (APC) é uma estrutura de deliberação colectiva aberta à participação de toda a comunidade cujos participantes mais activos são na sua maioria activistas inspirados pelos movimentos sociais que sucederam a primavera árabe, sobretudo o 15M espanhol mais conhecido como movimento dos indignados. Em torno da APC têm-se organizado acções diversas com cariz apartidário, laico e pacífico, visando a recuperação do sentido de comunidade através da ocupação dos espaços públicos. Acreditamos que da luta pelo "público" e pelo "comum" poderão ser lançadas as sementes para uma nova democracia. Uma democracia inclusiva, onde os valores da autodeterminação (ou autonomia), da igualdade e da liberdade sejam as linhas condutoras da construção duma sociedade para todas e para todos. O processo de decisão usado na APC é o consenso e não o voto porque não se pretende que a APC tenha unicamente uma função legitimadora de projectos individuais ou de grupos com interesses específicos mas sobretudo que proporcione condições para o desenvolvimento de trabalho colectivo assente nos valores da solidariedade e do respeito.

domingo, 29 de abril de 2012

Declaração de Apoio aos Jardins de Abril – Horta Comunitária


No dia 19 de Junho de 2011, a Assembleia Popular reunida na Praça 8 de Maio, em Coimbra, aprovou uma lista de Pontos Reivindicativos, entre eles: “Reivindicamos o direito das pessoas e colectivos a ocupar, habitar, recuperar, remodelar, utilizar, gerir os espaços e infra-estruturas abandonados, sejam eles públicos ou privados”.
Hoje, reafirmamos esta reivindicação e declaramos todo o apoio ao grupo de cidadãos que, a partir do passado dia 25 de Abril, ocupou um espaço abandonado há mais de uma década na Rua Corpo de Deus, propriedade da Câmara Municipal de Coimbra, para criar os “Jardins de Abril – Horta Comunitária”. Segundo informações difundidas pelo grupo, a Junta de Freguesia de São Bartolomeu terá intenções de entaipar o espaço esta segunda-feira, dia 30 de Abril. Reiteramos o nosso apoio e apelamos ao bom-senso da Junta de Freguesia e ao diálogo entre esta e o grupo de cidadãos, de modo a fazer-se cumprir o Artigo 85º da Constituição da República Portuguesa que, no ponto 3, afirma que “são apoiadas pelo Estado as experiências viáveis de autogestão”.

Assembleia Popular de Coimbra
29 de Abril de 2012


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