A Assembleia Popular de Coimbra (APC) é uma estrutura de deliberação colectiva aberta à participação de toda a comunidade cujos participantes mais activos são na sua maioria activistas inspirados pelos movimentos sociais que sucederam a primavera árabe, sobretudo o 15M espanhol mais conhecido como movimento dos indignados. Em torno da APC têm-se organizado acções diversas com cariz apartidário, laico e pacífico, visando a recuperação do sentido de comunidade através da ocupação dos espaços públicos. Acreditamos que da luta pelo "público" e pelo "comum" poderão ser lançadas as sementes para uma nova democracia. Uma democracia inclusiva, onde os valores da autodeterminação (ou autonomia), da igualdade e da liberdade sejam as linhas condutoras da construção duma sociedade para todas e para todos. O processo de decisão usado na APC é o consenso e não o voto porque não se pretende que a APC tenha unicamente uma função legitimadora de projectos individuais ou de grupos com interesses específicos mas sobretudo que proporcione condições para o desenvolvimento de trabalho colectivo assente nos valores da solidariedade e do respeito.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Arruada de Apelo à Primavera Global | 4ª Assembleia Preparatória do 12 de Maio em Coimbra


Já no próximo sábado, a Primavera Global vai tomar as ruas de centenas de cidades em todo o mundo. Já são mais de 300 as confirmadas, estando ainda muitas por contabilizar > http://map.squaresdatabase.org/

Amanhã, quinta-feira, tomamos as ruas da Baixa de Coimbra para apelar à mobilização de toda a população da cidade para a Primavera Global. Às 17h30 encontramo-nos no Largo da Portagem e, depois, iniciamos a Arruada até à Praça 8 de Maio.
De seguida, às 19h na Praça 8 de Maio, vai realizar-se a 4ª Assembleia Preparatória da Primavera Global em Coimbra, para finalizar os preparativos da Primavera Global na nossa cidade.
APARECE, A TUA PARTICIPAÇÃO É ESSENCIAL!

 Divulgação da Primavera Global no 1º de Maio


domingo, 6 de maio de 2012

Primavera Global em Coimbra - Programa e Manifesto (PT/EN/FR)

Os preparativos da Primavera Global avançam a passos largos em Coimbra! Já há programa para o dia 12, e muitas coisas a serem preparadas! O Manifesto já foi também subscrito pela FAE - Frente de Acção Estudantil, pelo colectivo estudantil AACção e pelos Jardins de Abril - Horta Comunitária e estão já disponíveis traduções para Inglês e Francês. Consulta-as em http://acampadacoimbra.blogspot.pt/2012/04/12-de-maio-para-uma-mudanca-global.html



PROGRAMA DO 12 de MAIO EM COIMBRA:
Praça da República:
13h – Almoço comunitário – traz algo para partilhar
14h – Concentração com pintura de faixas e cartazes
16h – Manifestação em direcção ao Parque Manuel Braga com die-in e acto performativo no Largo da Portagem

No Parque Manuel Braga:
Microfone Aberto
Música, Poesia, entre outras intervenções artísticas e culturais
20h - Jantar Comunitário
21h30 – Concertos


E porque a Primavera Global precisa de ti, ajuda a divulgar estas informações e o Evento no Facebook!

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Apelo à subscrição do Manifesto da PRIMAVERA GLOBAL em Coimbra

A Primavera Global vai tomar as ruas de centenas de cidades em todo o mundo no próximo dia 12 de Maio.  O Manifesto decidido na 3ª Assembleia Preparatória da Primavera Global, realizada no passado sábado, é de todxs aqueles que com ele se identificarem, não sendo pertença de nenhum grupo ou movimento específico. Assim, e porque unidxs temos mais força, a Assembleia Popular de Coimbra apela a todos os grupos, associações e colectivos a subscreverem o Manifesto da PRIMAVERA GLOBAL em Coimbra | 12 de Maio para uma Mudança Global, disponível em http://acampadacoimbra.blogspot.pt/2012/04/12-de-maio-para-uma-mudanca-global.html

Para subscrever o manifesto basta mandar um e-mail para acampadacoimbrablog@gmail.com


A PRIMAVERA ESTÁ A CHEGAR!

No Cortejo da Queima Por um Ensino Público e Para Todxs! | Apelo à Primavera Global

No dia 6 de Maio, os estudantes de Coimbra vão sair à rua em mais um cortejo da Queima das Fitas, uma iniciativa que começou por ser um agradecimento à cidade que os acolhera, mas que é agora um marco na sua vida académica muito mais virado para si mesmo. Não é esta a tradição. Numa altura em que muitos invocam a necessidade de um novo 25 de Abril, onde estão os seus intervenientes? É com foco no despertar de consciências e no alimentar de uma luta que não pode parar em dias de festa que a Assembleia Popular de Coimbra convoca todxs xs interessadxs a participar num bloco reivindicativo que se concentrará no lago do Jardim da Sereia às 15h e que se juntará ao cortejo clamando por um ensino público e para todxs e apelando à participação no dia de acção internacional 12 de Maio porque a PRIMAVERA GLOBAL também precisa dos estudantes, em Coimbra como em todo o mundo.


quarta-feira, 2 de maio de 2012

Oficina de Acção Directa e Resistência Não-Violenta

Este fim-de-semana recebemos Sinan Eden, um activista de origem turca, que nos vai apresentar a oficina "Acção Directa e Resistência Não-Violenta: como organizar uma acção". Esta acção de formação vai realizar-se na "Andy Warhol's Factory" (antiga fábrica de porcelanas de coimbra), localizada na Rua Manuel da Silva Gaio, junto à linha do comboio (clica para ver o mapa).


sábado (5.maio)
10h00 - 11h45 > Não-Violência (discussão de ideias)
12h00 - 13h00 > trabalho em equipa (exercício e discussão)
domingo (6.maio)
10h00 - 13h00: acção directa (exercícios de demonstração)



Em caso de dificuldade em encontrar o local contactar 913839951   |   Evento no Facebook

segunda-feira, 30 de abril de 2012

APC participa na Manifestação do 1º de Maio com apelo à Primavera Global - 12 de Maio

A Assembleia Popular de Coimbra decidiu participar na Manifestação do 1º de Maio com uma faixa de apelo à mobilização para a Primavera Global, que se fará sentir por todo o mundo no dia 12 de Maio. A manifestação organizada pela CGTP terá início às 14h30 na Praça da República e nós combinámos encontrar-nos às 14h na entrada do Jardim do Sereia. PARTICIPA TU TAMBÉM!

Aproveitamos para deixar a ligação para o Manifesto "Primavera Global em Coimbra | 12 de Maio para uma Mudança Global", aprovado no passado sábado na 3ª Assembleia Preparatória da Primavera Global - 12 de Maio: http://acampadacoimbra.blogspot.pt/2012/04/12-de-maio-para-uma-mudanca-global.html e o evento no Facebook: http://www.facebook.com/events/220132834764631/

domingo, 29 de abril de 2012

Declaração de Apoio aos Jardins de Abril – Horta Comunitária


No dia 19 de Junho de 2011, a Assembleia Popular reunida na Praça 8 de Maio, em Coimbra, aprovou uma lista de Pontos Reivindicativos, entre eles: “Reivindicamos o direito das pessoas e colectivos a ocupar, habitar, recuperar, remodelar, utilizar, gerir os espaços e infra-estruturas abandonados, sejam eles públicos ou privados”.
Hoje, reafirmamos esta reivindicação e declaramos todo o apoio ao grupo de cidadãos que, a partir do passado dia 25 de Abril, ocupou um espaço abandonado há mais de uma década na Rua Corpo de Deus, propriedade da Câmara Municipal de Coimbra, para criar os “Jardins de Abril – Horta Comunitária”. Segundo informações difundidas pelo grupo, a Junta de Freguesia de São Bartolomeu terá intenções de entaipar o espaço esta segunda-feira, dia 30 de Abril. Reiteramos o nosso apoio e apelamos ao bom-senso da Junta de Freguesia e ao diálogo entre esta e o grupo de cidadãos, de modo a fazer-se cumprir o Artigo 85º da Constituição da República Portuguesa que, no ponto 3, afirma que “são apoiadas pelo Estado as experiências viáveis de autogestão”.

Assembleia Popular de Coimbra
29 de Abril de 2012


Manifesto da PRIMAVERA GLOBAL em Coimbra (PT/EN/ES)


Manifesto da Primavera Global em Coimbra | 12 de Maio para uma Mudança Global
Mobilização apartidária, laica e pacífica.

No dia 12 de Maio, tal como aconteceu no dia 15 de Outubro, milhares de pessoas sairão às ruas em muitas centenas de cidades por todo o mundo. Coimbra junta-se a inúmeros movimentos que fazem parte daquilo que é designado por “Indignados” i.e. ao 15M espanhol, ao movimento Occupy e a inúmeras assembleias populares, bem como aos Anonymous e a muitos outros colectivos para concretizar a “Primavera Global”. Neste dia, juntos, tomaremos as ruas para mostrar a nossa indignação para com um sistema que se diz democrático mas que sistematicamente nos trata a todas e a todos como mercadoria, como simples números, e que coloca os interesses económicos acima do bem comum.
Sairemos à rua para reivindicar o desenvolvimento sustentável e o respeito pela Natureza; o sentido de comunidade; o direito à mobilidade e à informação livre; o respeito pela liberdade e pela autonomia. Sairemos à rua pela saúde, pela educação, pela habitação e pela cultura – consideramo-las imprescindíveis e, por isso, de necessário acesso universal. Em suma, reivindicamos o respeito pela dignidade; reivindicamos um outro mundo, um mundo de todxs e para todxs, independentemente da nacionalidade, etnia, sexo, orientação sexual, idade e condição social.
Mas mais do que sair à rua para reivindicar essa mudança, ocuparemos as praças para a construir! Permaneceremos nas praças para criar espaços de debate, partilha e expressão livres, verdadeiramente democráticos, e para, colectivamente, construir alternativas e delinear estratégias de resistência às políticas que conduzem mais de 99% da população ao empobrecimento enquanto a ínfima minoria restante enriquece cada vez mais. 

Manifesto of the Global Spring in Coimbra | May 12 for a Global Change
Nonpartisan, secular and pacific mobilization

On May 12, as happened in October 15, thousands of people will take the streets in hundreds of cities around the world. Coimbra joins the several movements of what is called “Indignados”, i.e. the Spanish 15M, the Occupy movement and several popular assemblies, as well as the Anonymous and many other groups, to make the “Global Spring” real. In this day, together, we will take the streets to demonstrate our outrage towards a system that calls itself democratic but systematically treats us as goods, as mere numbers, and that puts the economical interests above the common good.
We will take the streets to demand a sustainable development and respect for Nature; the sense of community; the right to mobility and free information; the respect for freedom and autonomy. We will take the streets for health, education, household and culture – we consider them essential and, therefore, of necessary universal access. In short, we demand the respect for dignity; we demand another world, a world of and for everyone, despite their nationality, ethnic group, gender, sexual orientation, age and social condition.
But more than taking the streets to demand this change, we will occupy the squares to build it. We will stay on the squares to create spaces of free debate, free sharing and free expression, truly democratic, and to collectively build alternatives and outline strategies of resistance to the policies that lead more than 99% of the population to the impoverishment while the remaining small minority gets richer and richer.

International Mobilization – May 12 Global Spring
We take the streets for Another World – And We Occupy the Squares to Build It
1pm: Communitarian Lunch
2pm: Concentration with painting of posters and banners
4pm: Demonstration in direction of Park Manuel Braga – performance and die-in in Largo da Portagem 
At Park Manuel Braga: Open mic, music, poetry and other artistic interventions, communitarian dinner, concerts.



Manifeste du PRINTEMPS GLOBAL à Coimbra | Le 12 Mai pour un Changement Global 
Mobilisation non partisane, laïque et pacifique. 

Le 12 Mai, comme le 15 Octobre dernier, des milliers de personnes sortiront dans les rues de centaines de villes partout dans le monde. Coimbra se joint à ces nombreux mouvements que l'on désigne par "Indignés", c'est-à-dire le 15M espagnol, le mouvement Occupy et les innombrables assemblées populaires, tout comme les Anonymous et beaucoup d'autres collectifs, afin de concrétiser le "Printemps Global". En cette journée, ensemble, nous prendrons les rues pour montrer notre indignation devant un système qui se dit démocratique mais qui systématiquement nous traite, toutes et tous, comme une marchandise, comme de simples numéros, et qui place les intérêts économiques au-dessus du bien commun.
Nous sortirons dans la rue pour revendiquer un développement soutenable et le respect de la Nature; pour le sens de la communauté; pour le droit à la mobilité et à l'information libre; pour le respect de la liberté et de l'autonomie. Nous sortirons dans la rue pour la santé, pour l'éducation, pour le logement et pour la culture - que nous considérons imprescriptibles et, en ce sens, de nécessaire accès à tous. En somme, nous revendiquons le respect pour la dignité ; nous revendiquons un autre monde, un monde de tou(te)s et pour tou(te)s, indépendamment de la nationalité, de l’ethnie, du sexe, de l'orientation sexuelle, de l'âge et de la condition sociale. 
Mais, plus que de sortir dans la rue pour revendiquer ce changement, nous occuperons les places pour le construire! Nous resterons sur les places pour créer des espaces de débat, le partage et l'expression libres, véritablement démocratiques, et pour, collectivement, construire des alternatives et tracer des stratégies de résistance aux politiques qui conduisent plus de 99% de la population à l'appauvrissement alors que l'infime minorité restante s'enrichit toujours plus.
 
Mobilisation internationale - 12 Mai Printemps Global
Nous prenons les rues pour un autre monde - Nous occupons les places pour le construire
13h : Repas communautaire
14h : Concentration avec peinture de banderoles et pancartes
16h : Manifestation en direction du Parc Manuel Braga. Spectacle et die-in Largo do Portagem 
Dans le Parc Manuel Braga : Microphone ouvert, musique, poésie et autres interventions artistiques, repas communautaire, concerts.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Tolerância zero face à PSP e ao seu ministro!


A PSP prepara “tolerância zero”(!) para o 25 de Abril(!)... Imagine-se. Portanto que, imediatamente, se delibere sobre a tolerância zero face à PSP, face ao Sr. Ministro da Administração Interna e face ao sr. Presidente Rio, procedendo-se à notificação prévia, por comunicado público com cópia expedida a suas excelências por mail e correio.
O governo, através do seu ministro do interior, está a instaurar um estado de excepção policial que não pode ser tolerado. Define e caracteriza contra direito os grupos e movimentos a excluir das liberdades cívicas. Decide através das secretas, de cuja composição estamos cientes, os que têm ou não direito de cidadania e de manifestação. Preparam ridículas, se não fossem brutais e execráveis, emboscadas. Provocam situações que justifiquem os seus planos de acção, esperando ganhar credibilidade junto das bestas negras que dominam a Europa. A democracia da finança mostra a sua cara. Temos que exigir posição das instituições democráticas mesmo daquelas que estão por detrás da acção criminosa e atentatória das liberdades cuja conquista celebramos na rua, dia 25 de Abril.
É pois preciso recordar que em República não há dignidade superior à de cidadão. Os agentes devem a todo e qualquer cidadão a cortesia (protocolar e cerimonialmente) devida a oficiais superiores, estando circunscritos ao uso proporcionado da força no âmbito do cumprimento da Lei  -à qual todos os cidadãos estão vinculados como modo de obediência a si próprios – no quadro da absoluta impossibilidade da subordinação pessoal de qualquer cidadão seja a quem for.  
O quadro das agressões à bastonada de raparigas ou mulheres de costas, as agressões a ponta-pé a rapazes no chão, ou o disparo de tasers sobre pessoas caídas, a danificação de bens e equipamentos (máquinas fotográficas atiradas ao chão, por exemplo) são condutas que em bom rigor permitem a detenção em flagrante dos agentes policiais no local e a legítima defesa
As condutas em referência também dão causa de acção de indemnização contra o Estado, contra os comandos e designadamente contra o Sr. Ministro da Administração Interna, a Direcção Nacional da PSP  e os funcionários e agentes directamente actuantes em tais distúrbios, se ocorrerem como (infelizmente) têm ocorrido.
A simples presença de forças em número exagerado corresponde, a uso desproporcionado da força, sendo ilegítima qualquer intimidação quanto ao exercício de Direitos Fundamentais, como o de manifestação -   e essa presença, neste quadro já habitual de intervenção (suficientemente demonstrado pelas imagens televisivas difundidas e pelo depoimento escrito de jornalistas presentes), é o preliminar perfeito do que um “rigoroso inquérito” posterior virá a concluir pela culpa das vítimas. E nisso também não há nenhuma novidade: faz parte do comportamento delinquente a acusação das vítimas (na violação, na violência doméstica, na tortura, no proxenetismo, na burla, no assédio moral).
Temos a noção do verdadeiro lirismo que seria contar com o  MP nestas matérias e nesta fase. Mas subsiste o Juiz Cível com a estrita obrigação de imparcialidade – e o procurador junto do Cível fará quanto entenda relativamente à prova aí produzida; subsiste também o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem. Isto não pode continuar a acontecer.
E o que mais nos faltava era que a PSP ousasse intimidação prévia quem se prepara para reafirmar politicamente a queda da ditadura. Uma tal manifestação da polícia traduz a indigência intelectual e a desadequação radical da sua direcção face aos pressupostos jus filosóficos do sistema. Tal conduta institucional não é compatível com a democracia parlamentar, nem o voto expresso autoriza tal prática institucional (alheia a qualquer programa eleitoral votado).
Isto não é tolerável. Simplesmente. 

Subscrevem,
Associação Contra a Exclusão pelo Desenvolvimento (ACED)
Plataforma Anti-Guerra e Anti-Nato – PAGAN
Plataforma Cidadã de Resistência à Destruição do SNS
O Comité de Solidariedade com a Palestina
Assembleia Popular de Coimbra