A Assembleia Popular de Coimbra (APC) é uma estrutura de deliberação colectiva aberta à participação de toda a comunidade cujos participantes mais activos são na sua maioria activistas inspirados pelos movimentos sociais que sucederam a primavera árabe, sobretudo o 15M espanhol mais conhecido como movimento dos indignados. Em torno da APC têm-se organizado acções diversas com cariz apartidário, laico e pacífico, visando a recuperação do sentido de comunidade através da ocupação dos espaços públicos. Acreditamos que da luta pelo "público" e pelo "comum" poderão ser lançadas as sementes para uma nova democracia. Uma democracia inclusiva, onde os valores da autodeterminação (ou autonomia), da igualdade e da liberdade sejam as linhas condutoras da construção duma sociedade para todas e para todos. O processo de decisão usado na APC é o consenso e não o voto porque não se pretende que a APC tenha unicamente uma função legitimadora de projectos individuais ou de grupos com interesses específicos mas sobretudo que proporcione condições para o desenvolvimento de trabalho colectivo assente nos valores da solidariedade e do respeito.
Já no
próximo sábado, a Primavera Global vai tomar as ruas de centenas de cidades em
todo o mundo. Já são mais de 300 as confirmadas, estando ainda muitas por
contabilizar > http://map.squaresdatabase.org/
Amanhã, quinta-feira,
tomamos as ruas da Baixa de Coimbra para apelar à mobilização de toda a
população da cidade para a Primavera Global. Às 17h30 encontramo-nos no Largo
da Portagem e, depois, iniciamos a Arruada até à Praça 8 de Maio.
De seguida,
às 19h na Praça 8 de Maio, vai realizar-se a 4ª Assembleia Preparatória da
Primavera Global em Coimbra, para finalizar os preparativos da Primavera Global
na nossa cidade.
PROGRAMA DO 12 de MAIO EM COIMBRA:
Praça da República:
13h – Almoço comunitário – traz algo para partilhar
14h – Concentração com pintura de faixas e cartazes
16h – Manifestação em direcção ao Parque Manuel Braga com die-in e acto performativo no Largo da Portagem
No Parque Manuel Braga:
Microfone Aberto
Música, Poesia, entre outras intervenções artísticas e culturais
20h - Jantar Comunitário
21h30 – Concertos
E porque a Primavera Global precisa de ti, ajuda a divulgar estas informações e o Evento no Facebook!
A Primavera Global vai tomar as ruas de centenas de cidades em todo o mundo no próximo dia 12 de Maio. O Manifesto decidido na 3ª Assembleia Preparatória da Primavera Global, realizada no passado sábado, é de todxs aqueles que com ele se identificarem, não sendo pertença de nenhum grupo ou movimento específico. Assim, e porque unidxs temos mais força, a Assembleia Popular de Coimbra apela a todos os grupos, associações e colectivos a subscreverem o Manifesto da PRIMAVERA GLOBAL em Coimbra | 12 de Maio para uma Mudança Global, disponível em http://acampadacoimbra.blogspot.pt/2012/04/12-de-maio-para-uma-mudanca-global.html
Para subscrever o manifesto basta mandar um e-mail para acampadacoimbrablog@gmail.com
No dia 6 de Maio, os estudantes de Coimbra vão sair à rua em mais um
cortejo da Queima das Fitas, uma iniciativa que começou por ser um
agradecimento à cidade que os acolhera, mas que é agora um marco na sua
vida académica muito mais virado para si mesmo. Não é esta a tradição.
Numa altura em que muitos invocam a necessidade de um novo 25 de Abril,
onde estão os seus intervenientes? É com foco no despertar de
consciências e no alimentar de uma luta que não pode parar em dias de
festa que a Assembleia Popular de Coimbra convoca todxs xs interessadxs a
participar num bloco reivindicativo que se concentrará no lago do
Jardim da Sereia às 15h e que se juntará ao cortejo clamando por um
ensino público e para todxs e apelando à participação no dia de acção
internacional 12 de Maio porque a PRIMAVERA GLOBAL também precisa dos
estudantes, em Coimbra como em todo o mundo.
Este fim-de-semana recebemos Sinan Eden, um activista de origem turca, que nos vai apresentar a oficina "Acção Directa e Resistência Não-Violenta: como organizar uma acção". Esta acção de formação vai realizar-se na "Andy Warhol's Factory" (antiga fábrica de
porcelanas de coimbra), localizada na Rua Manuel da Silva Gaio, junto
à linha do comboio (clica para ver o mapa).
sábado (5.maio)
10h00 - 11h45 > Não-Violência (discussão de
ideias) 12h00 - 13h00 > trabalho em equipa
(exercício e discussão) domingo (6.maio) 10h00 - 13h00: acção
directa (exercícios de demonstração)
Em caso de dificuldade em encontrar o
local contactar 913839951 | Evento no Facebook
A Assembleia Popular de Coimbra decidiu participar na Manifestação do 1º
de Maio com uma faixa de apelo à mobilização para a Primavera Global,
que se fará sentir por todo o mundo no dia 12 de Maio. A manifestação
organizada pela CGTP terá início às 14h30 na Praça da República e nós
combinámos encontrar-nos às 14h na entrada do Jardim do Sereia.
PARTICIPA TU TAMBÉM!
No dia 19 de Junho de 2011, a Assembleia Popular reunida na
Praça 8 de Maio, em Coimbra, aprovou uma lista de Pontos Reivindicativos, entre
eles: “Reivindicamos o direito das pessoas e colectivos a ocupar, habitar,
recuperar, remodelar, utilizar, gerir os espaços e infra-estruturas
abandonados, sejam eles públicos ou privados”.
Hoje, reafirmamos esta reivindicação e declaramos todo o
apoio ao grupo de cidadãos que, a partir do passado dia 25 de Abril, ocupou
um espaço abandonado há mais de uma década na Rua Corpo de Deus, propriedade da
Câmara Municipal de Coimbra, para criar os “Jardins de Abril – Horta Comunitária”.
Segundo informações difundidas pelo grupo, a Junta de Freguesia de São Bartolomeu
terá intenções de entaipar o espaço esta segunda-feira, dia 30 de Abril. Reiteramos
o nosso apoio e apelamos ao bom-senso da Junta de Freguesia e ao diálogo entre esta
e o grupo de cidadãos, de modo a fazer-se cumprir o Artigo 85º da Constituição
da República Portuguesa que, no ponto 3, afirma que “são apoiadas pelo Estado
as experiências viáveis de autogestão”.
Manifesto
da Primavera Global em Coimbra | 12 de Maio para uma Mudança Global
Mobilização apartidária, laica e pacífica.
No dia 12 de Maio, tal como aconteceu no dia 15 de
Outubro, milhares de pessoas sairão às ruas em muitas centenas de cidades por
todo o mundo. Coimbra junta-se a inúmeros movimentos que fazem parte daquilo
que é designado por “Indignados” i.e. ao 15M espanhol, ao movimento Occupy e a
inúmeras assembleias populares, bem como aos Anonymous e a muitos outros
colectivos para concretizar a “Primavera Global”. Neste dia, juntos, tomaremos
as ruas para mostrar a nossa indignação para com um sistema que se diz
democrático mas que sistematicamente nos trata a todas e a todos como
mercadoria, como simples números, e que coloca os interesses económicos acima
do bem comum.
Sairemos à rua para reivindicar o desenvolvimento
sustentável e o respeito pela Natureza; o sentido de comunidade; o direito à
mobilidade e à informação livre; o respeito pela liberdade e pela autonomia.
Sairemos à rua pela saúde, pela educação, pela habitação e pela cultura –
consideramo-las imprescindíveis e, por isso, de necessário acesso universal. Em
suma, reivindicamos o respeito pela dignidade; reivindicamos um outro mundo, um
mundo de todxs e para todxs, independentemente da nacionalidade, etnia, sexo,
orientação sexual, idade e condição social.
Mas mais do que sair à rua para reivindicar essa
mudança, ocuparemos as praças para a construir! Permaneceremos nas praças para
criar espaços de debate, partilha e expressão livres, verdadeiramente
democráticos, e para, colectivamente, construir alternativas e delinear
estratégias de resistência às políticas que conduzem mais de 99% da população
ao empobrecimento enquanto a ínfima minoria restante enriquece cada vez mais.
Manifesto of the Global Spring in Coimbra |
May 12 for a Global Change
Nonpartisan,
secular and pacific mobilization
On May
12, as happened in October 15, thousands of people will take the streets in
hundreds of cities around the world. Coimbra joins the several movements of
what is called “Indignados”, i.e. the Spanish 15M, the Occupy movement and
several popular assemblies, as well as the Anonymous and many other groups, to make
the “Global Spring” real. In this day, together, we will take the streets to demonstrate
our outrage towards a system that calls itself democratic but systematically
treats us as goods, as mere numbers, and that puts the economical interests
above the common good.
We
will take the streets to demand a sustainable development and respect for
Nature; the sense of community; the right to mobility and free information; the
respect for freedom and autonomy. We will take the streets for health, education,
household and culture – we consider them essential and, therefore, of necessary
universal access. In short, we demand the respect for dignity; we demand
another world, a world of and for everyone, despite their nationality, ethnic
group, gender, sexual orientation, age and social condition.
But
more than taking the streets to demand this change, we will occupy the squares
to build it. We will stay on the squares to create spaces of free debate, free sharing
and free expression, truly democratic, and to collectively build alternatives
and outline strategies of resistance to the policies that lead more than 99% of
the population to the impoverishment while the remaining small minority gets
richer and richer.
International Mobilization – May 12 Global
Spring
We take the streets for Another World – And We
Occupy the Squares to Build It
1pm: Communitarian Lunch
2pm: Concentration with painting of posters and
banners
4pm: Demonstration in direction of Park Manuel
Braga – performance and die-in in Largo da Portagem
At Park Manuel Braga: Open mic, music, poetry
and other artistic interventions, communitarian dinner, concerts.
Manifeste du PRINTEMPS GLOBAL à Coimbra | Le 12 Mai
pour un ChangementGlobal
Mobilisation non partisane, laïque et
pacifique.
Le 12 Mai, comme le 15 Octobre dernier, des
milliers de personnes sortiront dans les rues de centaines de villes partout
dans le monde. Coimbra se joint à ces nombreux mouvements que l'on désigne par
"Indignés", c'est-à-dire le 15M espagnol, le mouvement Occupy et les
innombrables assemblées populaires, tout comme les Anonymous et beaucoup d'autres
collectifs, afin de concrétiser le "Printemps Global". En cette
journée, ensemble, nous prendrons les rues pour montrer notre indignation
devant un système qui se dit démocratique mais qui systématiquement nous
traite, toutes et tous, comme une marchandise, comme de simples numéros, et qui
place les intérêts économiques au-dessus du bien commun.
Nous sortirons dans la rue pour revendiquer un
développement soutenable et le respect de la Nature; pour le sens de la
communauté; pour le droit à la mobilité et à l'information libre; pour le
respect de la liberté et de l'autonomie. Nous sortirons dans la rue pour la
santé, pour l'éducation, pour le logement et pour la culture - que nous
considérons imprescriptibles et, en ce sens, de nécessaire accès à tous. En
somme, nous revendiquons le respect pour la dignité ; nous revendiquons un
autre monde, un monde de tou(te)s et pour tou(te)s, indépendamment de la
nationalité, de l’ethnie, du sexe, de l'orientation sexuelle, de l'âge et de la
condition sociale.
Mais, plus que de sortir dans la rue pour
revendiquer ce changement, nous occuperons les places pour le construire! Nous
resterons sur les places pour créer des espaces de débat, le partage et
l'expression libres, véritablement démocratiques, et pour, collectivement, construire
des alternatives et tracer des stratégies de résistance aux politiques qui
conduisent plus de 99% de la population à l'appauvrissement alors que l'infime
minorité restante s'enrichit toujours plus.
Mobilisation internationale - 12 Mai Printemps Global
Nous prenons les rues pour un autre monde - Nous occupons les
places pour le construire
13h : Repas communautaire
14h : Concentration avec peinture de banderoles et
pancartes
16h : Manifestation en direction du Parc Manuel
Braga. Spectacle et die-in Largo do Portagem
Dans le Parc Manuel Braga : Microphone ouvert,
musique, poésie et autres interventions artistiques, repas communautaire,
concerts.
A PSP prepara “tolerância zero”(!) para o 25 de
Abril(!)... Imagine-se. Portanto que, imediatamente, se delibere sobre a
tolerância zero face à PSP, face ao Sr. Ministro da Administração Interna e
face ao sr. Presidente Rio, procedendo-se à notificação prévia, por comunicado
público com cópia expedida a suas excelências por mail e correio.
O governo, através do seu ministro do
interior, está a instaurar um estado de excepção policial que não pode ser
tolerado. Define e caracteriza contra direito os grupos e movimentos a excluir
das liberdades cívicas. Decide através das secretas, de cuja composição estamos
cientes, os que têm ou não direito de cidadania e de manifestação. Preparam
ridículas, se não fossem brutais e execráveis, emboscadas. Provocam situações
que justifiquem os seus planos de acção, esperando ganhar credibilidade junto
das bestas negras que dominam a Europa. A democracia da finança mostra a sua
cara. Temos que exigir posição das instituições democráticas mesmo daquelas que
estão por detrás da acção criminosa e atentatória das liberdades cuja conquista
celebramos na rua, dia 25 de Abril.
É pois preciso recordar que em República não há
dignidade superior à de cidadão. Os agentes devem a todo e qualquer cidadão a
cortesia (protocolar e cerimonialmente) devida a oficiais superiores, estando
circunscritos ao uso proporcionado da força no âmbito do cumprimento da
Lei -à qual todos os cidadãos estão vinculados como modo de obediência a
si próprios – no quadro da absoluta impossibilidade da subordinação pessoal de
qualquer cidadão seja a quem for.
O quadro das agressões à bastonada de raparigas ou
mulheres de costas, as agressões a ponta-pé a rapazes no chão, ou o disparo de
tasers sobre pessoas caídas, a danificação de bens e equipamentos (máquinas
fotográficas atiradas ao chão, por exemplo) são condutas que em bom rigor
permitem a detenção em flagrante dos agentes policiais no local e a legítima
defesa
As condutas em referência também dão causa de acção de
indemnização contra o Estado, contra os comandos e designadamente contra o Sr.
Ministro da Administração Interna, a Direcção Nacional da PSP e os
funcionários e agentes directamente actuantes em tais distúrbios, se ocorrerem
como (infelizmente) têm ocorrido.
A simples presença de forças em número exagerado
corresponde, a uso desproporcionado da força, sendo ilegítima qualquer
intimidação quanto ao exercício de Direitos Fundamentais, como o de
manifestação - e essa presença, neste quadro já habitual de intervenção
(suficientemente demonstrado pelas imagens televisivas difundidas e pelo
depoimento escrito de jornalistas presentes), é o preliminar perfeito do que um
“rigoroso inquérito” posterior virá a concluir pela culpa das vítimas. E nisso
também não há nenhuma novidade: faz parte do comportamento delinquente a
acusação das vítimas (na violação, na violência doméstica, na tortura, no
proxenetismo, na burla, no assédio moral).
Temos a noção do verdadeiro lirismo que seria contar
com o MP nestas matérias e nesta fase. Mas subsiste o Juiz Cível com a
estrita obrigação de imparcialidade – e o procurador junto do Cível fará quanto
entenda relativamente à prova aí produzida; subsiste também o Tribunal Europeu
dos Direitos do Homem. Isto não pode continuar a acontecer.
E o que mais nos faltava era que a PSP ousasse
intimidação prévia quem se prepara para reafirmar politicamente a queda da
ditadura. Uma tal manifestação da polícia traduz a indigência intelectual e a
desadequação radical da sua direcção face aos pressupostos jus filosóficos do
sistema. Tal conduta institucional não é compatível com a democracia
parlamentar, nem o voto expresso autoriza tal prática institucional (alheia a
qualquer programa eleitoral votado).
Isto não é tolerável. Simplesmente.
Subscrevem,
Associação Contra a
Exclusão pelo Desenvolvimento (ACED)
Plataforma Anti-Guerra
e Anti-Nato – PAGAN
Plataforma Cidadã de
Resistência à Destruição do SNS