A Assembleia Popular de Coimbra (APC) é uma estrutura de deliberação colectiva aberta à participação de toda a comunidade cujos participantes mais activos são na sua maioria activistas inspirados pelos movimentos sociais que sucederam a primavera árabe, sobretudo o 15M espanhol mais conhecido como movimento dos indignados. Em torno da APC têm-se organizado acções diversas com cariz apartidário, laico e pacífico, visando a recuperação do sentido de comunidade através da ocupação dos espaços públicos. Acreditamos que da luta pelo "público" e pelo "comum" poderão ser lançadas as sementes para uma nova democracia. Uma democracia inclusiva, onde os valores da autodeterminação (ou autonomia), da igualdade e da liberdade sejam as linhas condutoras da construção duma sociedade para todas e para todos. O processo de decisão usado na APC é o consenso e não o voto porque não se pretende que a APC tenha unicamente uma função legitimadora de projectos individuais ou de grupos com interesses específicos mas sobretudo que proporcione condições para o desenvolvimento de trabalho colectivo assente nos valores da solidariedade e do respeito.

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quarta-feira, 30 de maio de 2012

Conversa com Yorgos Mitralias "Portugal e Grécia - Situação e Semelhanças"

Yorgos Mitralias, de nacionalidade grega, é activista há 44 anos (desde Maio de 68), tendo trabalhado como jornalista no "Courrier Financier" em Atenas e na televisão pública grega (ERT). É membro fundador do Comité Grego contra a Dívida (organização afiliada no Comité pela Anulação da Dívida do Terceiro Mundo), da Campanha para uma Auditoria da Dívida Pública Grega, e da Coligação de Esquerda Radical (SYRIZA). Nos últimos 15 anos, trabalhou de forma activa no movimento Marchas Europeias e no movimento alter-mundialista (Fóruns Sociais Grego e Europeu).
Entre 1 e 6 de Junho, estará em Portugal e vai participar numa série de debates que vão acontecer em Lisboa, no Barreiro, no Porto e, claro, também em Coimbra!
O debate em Coimbra realiza-se no dia 2 de Junho, a partir das 16h, no Teatro da Cerca de São Bernardo (junto ao Pátio da Inquisição), e conta também com a presença de Vitor Lima, economista e activista, membro da PAGAN - organização anti-nato e anti-militarista.

Plano do debate:
"Grécia e Portugal
- Situação e semelhanças
- A dívida na Europa; causas e consequências.
- Financeirização, neoliberalismo, capitalismo
- A dívida, instrumento estrutural de canibalização do povos.
- Ideias para inverter a marcha do empobrecimento colectivo."



Outras Sessões em Portugal:
* Dia 1 de Junho - Sessão em Lisboa
* Dia 3 de Junho - Sessão no Porto
* Dia 4 de Junho - Sessão no Barreiro
* Dia 5 de Junho - Sessão em Lisboa

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Vigília em Solidariedade com o Povo da Grécia



Tradução da convocatória internacional:

Sábado 18 de Fevereiro – Dia de Mobilização Internacional:
Somos todxs gregxs!

Quando um povo é atacado, todos os povos são atacados.

A 10 de Fevereiro, o governo grego não eleito adoptou um hediondo e destrutivo plano de austeridade, aprovado pelo parlamento (199 deputados votaram a favor, contra os restantes 101) no dia 12 de Fevereiro.
As novas medidas de austeridade impõem uma redução de 22% no salário mínimo, que estará congelado durante os próximos 3 anos; a contratação colectiva foi simplesmente eliminada; 15 mil trabalhadores serão despedidos e 150 mil postos de trabalho serão destruídos pela não renovação de contratos…
O povo da Grécia está a erguer-se de forma corajosa contra estas políticas de terror social. Com o silêncio mudo dos meios de comunicação social, manifestações, bem como greves gerais, tornam-se mais e mais frequentes apesar da violenta repressão.

O povo da Grécia necessita da solidariedade internacional e chamam pelo nosso apoio. [1]
Respondamos à sua chamada. Somos todxs gregxs!

A sua mobilização está a colidir contra a muralha de uma ditadura europeia e internacional, a ditadura dos mercados financeiros e da troika: União Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional, que impuseram aos gregos medidas de austeridade e um governo não eleito.
Os governos da União Europeia estão envolvidos na ditadura e implementam medidas que seguem a mesma linha no resto dos países. A Grécia está a ser usada como um laboratório antes de estas medidas serem generalizadas. A situação irá ficar ainda pior devido ao novo projecto do Tratado Europeu, que irá impor a «regra de ouro» nas nossas constituições nacionais.

Como o fazem os gregos, rejeitamos o sacrifício das pessoas pelo dinheiro.
Recuperemos as rédeas nas nossas vidas.
Desliga o computador, junta-te à mobilização!

No próximo sábado, dia 18 de Fevereiro, irão realizar-se manifestações por toda a parte em solidariedade com o povo da Grécia.

[1] http://realdemocracygr.wordpress.com/2012/02/10/so-its-final-now/