A Assembleia Popular de Coimbra (APC) é uma estrutura de deliberação colectiva aberta à participação de toda a comunidade cujos participantes mais activos são na sua maioria activistas inspirados pelos movimentos sociais que sucederam a primavera árabe, sobretudo o 15M espanhol mais conhecido como movimento dos indignados. Em torno da APC têm-se organizado acções diversas com cariz apartidário, laico e pacífico, visando a recuperação do sentido de comunidade através da ocupação dos espaços públicos. Acreditamos que da luta pelo "público" e pelo "comum" poderão ser lançadas as sementes para uma nova democracia. Uma democracia inclusiva, onde os valores da autodeterminação (ou autonomia), da igualdade e da liberdade sejam as linhas condutoras da construção duma sociedade para todas e para todos. O processo de decisão usado na APC é o consenso e não o voto porque não se pretende que a APC tenha unicamente uma função legitimadora de projectos individuais ou de grupos com interesses específicos mas sobretudo que proporcione condições para o desenvolvimento de trabalho colectivo assente nos valores da solidariedade e do respeito.

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sexta-feira, 1 de março de 2013

2 DE MARÇO: QUE SE LIXE A TROIKA. O POVO É QUEM MAIS ORDENA!



Estão previstas pelo menos 3 "marés", às 14h30:
- a dos reformados (encontro junto aos Arcos do Jardim)
- a da cultura (encontro junto à porta de carga do TAGV)
- a anti-capitalista e anti-autoritária (encontro junto Museu Machado de Castro) .

Dia 2 de Março, é o povo quem mais ordena!

lista de eventos: http://queselixeatroika15setembro.blogspot.pt/p/lista-de-eventos.html


http://www.facebook.com/events/520187308013989/





quarta-feira, 6 de junho de 2012

Apoio à Manifestação Anti-ACTA


Após as grandes mobilizações anti-ACTA que ocorreram um pouco por todo a Europa em Fevereiro, os governos viram-se forçados a rejeita-lo. Portugal, pelo contrário, sob o véu de secretismo que tem caracterizado este acordo, já o assinou. Não podemos permitir que a desinformação difundida pelos meios de comunicação social legitime mais esta facada nos nossos direitos. Lutar contra a ACTA é lutar contra a proibição de genéricos e o monopólio das grandes empresas que, ao praticarem preços intoleráveis, deixam milhares sem acesso à saúde; é lutar contra a patenteação de sementes e a asfixia dos pequenos agricultores; é lutar contra a restrição (mais uma) da liberdade de expressão. É lutar por estes e outros direitos que nos tentam, às escondidas, amputar.
Por tudo isto, a Assembleia Popular de Coimbra reitera o seu repúdio deste acordo e mostra-se solidária com a manifestação internacional convocada, em Coimbra, pelos Anonymous para as 15h deste Sábado. A forte mobilização nos outros países foi decisiva na rejeição do acordo - não nos deixemos iludir: o verdadeiro poder está nas nossas mãos.
 

segunda-feira, 30 de abril de 2012

APC participa na Manifestação do 1º de Maio com apelo à Primavera Global - 12 de Maio

A Assembleia Popular de Coimbra decidiu participar na Manifestação do 1º de Maio com uma faixa de apelo à mobilização para a Primavera Global, que se fará sentir por todo o mundo no dia 12 de Maio. A manifestação organizada pela CGTP terá início às 14h30 na Praça da República e nós combinámos encontrar-nos às 14h na entrada do Jardim do Sereia. PARTICIPA TU TAMBÉM!

Aproveitamos para deixar a ligação para o Manifesto "Primavera Global em Coimbra | 12 de Maio para uma Mudança Global", aprovado no passado sábado na 3ª Assembleia Preparatória da Primavera Global - 12 de Maio: http://acampadacoimbra.blogspot.pt/2012/04/12-de-maio-para-uma-mudanca-global.html e o evento no Facebook: http://www.facebook.com/events/220132834764631/

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

29 de Fevereiro - Manifestação pelo Direito à Mobilidade e Plenário de Utentes dos Transportes Colectivos

Para a próxima quarta-feira, dia 29 de Fevereiro, os Utentes dos Transportes Colectivos - Coimbra convocaram acções em defesa do Direito à Mobilidade e dos Transportes Públicos. A Assembleia Popular de Coimbra apoia e apela à mobilização para estas acções!

- 16:30, Estação Coimbra-parque
Manifestação pelo Direito à Mobilidade e em Defesa dos Transportes Públicos
(Estação Coimbra-parque > Câmara Municipal > Estação Coimbra-A)

- 18:00, Estação Nova
Plenário de Utentes dos Transportes Colectivos


- Contra os aumentos dos preços das viagens e passes
- Contra a extinção de horários, carreiras, ligações e passes sociais
- Contra a privatização de empresas públicas de transportes
- Pela reposição/reactivação do ramal da Lousã e demais linhas ferroviárias
- Em solidariedade com os trabalhadores dos transportes públicos e as sua lutas


Mais informação:
www.facebook.com/UtentesTransportesColectivosCoimbra?sk=info
Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/232397863521879/

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Apoio à Manifestação Anti-ACTA e proposta de realização de uma Assembleia Temática

Amanhã, por toda a Europa, milhares de pessoas sairão à rua para erguer as suas vozes contra a ACTA (Anti Counterfeiting Trade Agreement), um acordo que ameaça a liberdade na internet. Este acordo tem o objectivo formal de proteger a propriedade intelectual a uma escala internacional, mas vai muito para além disso.

Dizer NÃO à ACTA é dizer NÃO a:
- Patenteação de sementes,
- Proibição de genéricos,
- Censura na Internet,
- Restrições na liberdade de expressão,
- Monitorização total de todas as nossas actividades online,
- Perda de liberdades e direitos civis,
- Perda de conexão com a Internet para aqueles que violarem estas regras.

A Assembleia Popular de Coimbra toma uma posição clara de rejeição da ACTA, e apoia a manifestação que foi convocada pelos Anonymous Coimbra para amanhã, às 11h30, na Praça da República. A mobilização contra este Acordo orquestrado de forma completamente anti-democrática é essencial!

A Assembleia Popular de Coimbra sugere ainda aos participantes a realização, no final do protesto, de uma Assembleia Temática em que, de forma aprofundada, se faça uma discussão e informação sobre a ACTA e as suas consequências e, eventualmente, se planeiem novas acções de protesto ou de sensibilização sobre a ACTA.




Lisboa | https://www.facebook.com/events/263755510363956/
Porto | https://www.facebook.com/events/278149665584864/
Viseu | https://www.facebook.com/events/290456474348283/
Coimbra | https://www.facebook.com/events/222604307833091/

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Manifestação + Plenário de Utentes dos Transportes Públicos

Os preços dos passes e das viagens continuam a aumentar, tanto na região de Coimbra como a nível nacional. Os novos aumentos e a extinção de horários, carreiras, ligações ferroviárias e passes sociais são mais uma machadada deste (des)governo "troikista", a juntar aos cortes nos salários, pensões e subsídios, aos aumentos descarados do IVA e das taxas "moderadoras" na saúde, à extinção das SCUT, etc...

Ao contrário do que se passa em áreas como a Saúde e a Educação, nas quais ainda vai havendo alguma polémica e contestação, na área dos transportes supostamente "públicos" o princípio do "utilizador-pagador" não é sequer posto em causa... A mobilidade não é um luxo ou um capricho, é um direito básico das populações! A deterioração desse direito é mais um passo no sentido do retrocesso social e do agravamento das desigualdades, pois dificulta ainda mais a interacção entre as pessoas e o acesso a praticamente tudo, desde o trabalho, à cultura e ao lazer.

A desactivação do ramal da Lousã, do ramal Pampilhosa – Figueira da Foz, da linha do Oeste, da linha do Tua e da linha do Corgo são exemplos do total desrespeito pelas populações e pelas suas necessidades, por parte dos poderes políticos subjugados ou aliados aos poderes económicos.

Piores ainda que os princípios mercantilistas em vigor no sector "público", são as privatizações do que deve ser de todas e todos, que este e anteriores governos fizeram e querem continuar a fazer.

E a estratégia usada para facilitar todos estes ataques e evitar uma firme resposta popular é a mesma de sempre: dividir para reinar! Atacar também dentro de cada empresa os trabalhadores e depois denegrir as suas legítimas acções de luta, dividir a classe trabalhadora em dois campos supostamente opostos: “utentes” e “funcionários”.

Não nos deixemos manipular! Os “funcionários” podem e devem ser a primeira linha de defesa contra a deterioração e a privatização dos serviços públicos! Os “utentes” podem e devem ser a primeira linha de solidariedade para com os “funcionários” e as suas lutas laborais!

Por tudo isto, convocamos todos e todas para uma Manifestação pelo Direito à Mobilidade e em Defesa dos Transportes Públicos no dia 3 de Fevereiro (sexta-feira), que consistirá numa concentração às 17h00 em frente à Câmara Municipal de Coimbra e numa marcha até à Estação Nova (Coimbra-A), onde pelas 18h30 se realizará um Plenário de Utentes dos Transportes Públicos (SMTUC, CP, etc...). O objectivo desse plenário será discutir e definir futuras acções de luta:
 - contra os aumentos dos preços das viagens e passes
 - contra a extinção de horários, carreiras, ligações e passes sociais
 - contra a privatização de empresas públicas de transportes
 - pela reposição/reactivação do ramal da Lousã e demais linhas ferroviárias
 - em solidariedade com os trabalhadores dos transportes públicos e as sua lutas

O Povo tem o direito, se não o dever, de resistir à austeridade, à exploração, ao roubo e às injustiças, a estas "crises" que são deles mas que nos querem fazer pagar!

Esta convocatória extende-se a todas as pessoas e organizações que queiram fazer parte desta luta, incluindo os trabalhadores/as das empresas de transportes, as associações/comissões/núcleos de utentes ou estudantes, sindicatos, etc...

@s presentes no Plenário de Utentes dos Transportes Públicos a 19 de Janeiro de 2012, com o apoio da AcampadaCoimbra - Assembleia Popular e do Movimento de Defesa do Ramal da Lousã

contactos >> acampadacoimbrablog@gmail.com , ramaldalousa@gmail.com , 964.866.280

domingo, 22 de janeiro de 2012

Resumo do Plenário de Utentes dos Transportes Públicos


Entre 15 a 20 pessoas participaram e assistiram ao Plenário de Utentes dos Transportes Públicos realizado na estação nova de Coimbra no dia 19 de Janeiro (quinta-feira).
Começou por fazer-se uma reflexão quanto ao porquê da fraca participação da população no Plenário. Foram referidos não só o alheamento da maior parte das pessoas quanto a estes assuntos mas também algumas falhas na divulgação.
De seguida, gerou-se uma discussão à volta de diversas questões como, por exemplo, a importância do direito à mobilidade/da circulação das pessoas e a ameaça das privatizações no sector dos transportes (especialmente real se observados os efeitos destrutivos das intervenções do FMI em outros estados no que toca aos serviços ferroviários, por exemplo). Para além disso, perspectivaram-se medidas mais duras por parte do Governo, no sector dos transportes e não só, e foi denunciado o facto de o caminho escolhido por este Governo (no seguimento do que já foi feito pelos anteriores) estar a encaminhar o país para o precipício.
Para fazer face aos ataques aos serviços de transportes públicos e ao direito à mobilidade das populações, concluiu-se ser de maior importância que os vários grupos existentes unam forças e cooperem no sentido de mobilizar mais gente e de criar um movimento de contestação mais forte.
Nesse sentido, os participantes decidiram convocar, para as 17h de dia 3 de Fevereiro, uma acção de protesto à frente da Câmara Municipal de Coimbra, a qual será seguida de uma arruada até à Estação Nova onde, a partir das 18h30, se realizará um novo Plenário de Utentes dos Transportes Públicos.
Conforme decidido no Plenário, estas acções têm 5 pontos reivindicativos:
- Pelo Direito à Mobilidade
- Contra o aumento dos preços dos transportes e os cortes nos Passes Sociais
- Pela Reposição da Linha da Lousã
- Contra as privatizações no sector dos transportes
- Em solidariedade com os trabalhadores dos transportes

Esta acção será apoiada peço Movimento de Defesa do Ramal da Lousã e, provavelmente, pela Acampada/Assembleia Popular de Coimbra (o apoio formal será discutido e decidido no próxima Assembleia Popular, que se realizará terça-feira, pelas 21h, nas Cantinas Amarelas).

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Apoio e Solidariedade com a Manifestação de 21 de Janeiro


COMUNICADO
Apoio e Solidariedade com a
Manifestação de 21 de Janeiro



A 17 de Janeiro de 2012, a Assembleia Popular de Coimbra decidiu, por consenso, declarar o seu apoio e solidariedade com a “Marcha da Indignação”, manifestação convocada pela Plataforma 15 de Outubro para 21 de Janeiro, às 15h, no Marquês de Pombal.
Estamos também totalmente solidários com todos aqueles que irão sair à rua em Braga, no mesmo dia e à mesma hora, na Avenida Central.


A Assembleia Popular de Coimbra



BRAGA: Manifestação 21 de Janeiro - 15h, Avenida Central

domingo, 15 de janeiro de 2012

Comunicado - Apoio à Manifestação pelo Ramal Ferroviário Pampilhosa-Figueira da Foz


Comunicado
Apoio à Manifestação
Pelo Ramal Ferroviário Pampilhosa-Figueira da Foz


Reunidos em Coimbra, a 10 de Janeiro, decidimos mostrar o nosso apoio à Manifestação pelo Ramal Ferroviário Pampilhosa-Figueira da Foz, que ocorrerá em Cantanhede, dia 14 de Janeiro, pelas 14h30.
Lamentamos não participar neste protesto mais que justificado lado a lado com a Plataforma Nacional pela Defesa da Ferrovia, com o Movimento de Defesa do Ramal Pampilhosa - Figueira da Foz (de Cantanhede), com o Projecto Cultura e Cidadania (de Mira) e com as populações afectadas, mas estaremos a participar no Encontro Nacional de Assembleias Populares, que se realizará em Coimbra nesse mesmo dia e no dia seguinte.
Todavia, enviamos desta forma todo o nosso apoio e solidariedade com todas e todos os que sairão à rua em Cantanhede, assim como o sincero desejo de que esta situação inaceitável seja resolvida o mais brevemente possível.

A Assembleia Popular de Coimbra

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Manif e Assembleia de dia 24 + Próximas Acções/Actividades

Ao contrário do que foi noticiado por alguns órgãos de comunicação (daqueles que não omitiram pura e simplesmente a notícia), a manifestação convocada pela AcampadaCoimbra partiu da Praça da República, passou pela Praça 8 de Maio e pelo largo da Portagem, cruzou a ponte de Santa Clara (pela estrada e com algumas paragens) nos dois sentidos e terminou a meio do Parque da Cidade.

A meio da manifestação, e após parar por alguns minutos em frente aos Paços do Concelho (Câmara Municipal) gritando palavras de ordem, a maioria (e não "alguns", como foi noticiado por alguns órgãos de comunicação) d@s manifestantes participaram numa invasão espontânea (e inédita?) do edifício, que durou cerca de 20 minutos.

No final da manifestação realizou-se uma assembleia popular, na qual (entre outras coisas) foi reiterada a decisão de realizar em Coimbra acções/actividades (ainda a definir, muito provavelmente em coordenação com outros colectivos/organizações) no próximo dia 10 de Dezembro, dia Internacional dos Direitos Humanos e para o qual estão a ser convocadas acções de sensibilização, protesto, luta, etc.. em múltiplos locais dos vários continentes.

Assinalamos também que pouco ou nenhum destaque foi dado pelos mesmos órgãos de comunicação à concentração organizada de manhã pela União dos Sindicatos de Coimbra na Praça 8 de Maio, ao conteúdo dos discursos aí feitos e à marcha que de seguida se realizou até à Av. Fernão de Magalhães.


Próxima Assembleias Populares:
Domingo, 27 de Novembro, às 15:00 na Praça 8 de Maio - http://www.facebook.com/event.php?eid=324780194215745
Quarta-feira, 30 de Novembro, às 21:30 no Átrio das Químicas (local ainda sujeito a alteração) - http://www.facebook.com/event.php?eid=203808709697575













domingo, 16 de outubro de 2011

Continuidade da luta: próxima Assembleia Popular

Dia 15 de Outubro, cerca de mil pessoas de diversas idades e nacionalidades participaram no protesto plural "15.O - Unidxs por uma Mudança Global". Na Assembleia Popular que se seguiu ao protesto foi decidida a realização de uma nova Assembleia Popular no próximo Sábado, dia 22 de Outubro, pelas 18h, na Praça 8 de Maio.
Todas e todos estão convidados a participar, a continuar o 15 de Outubro!

Esta assembleia é aberta a tod@s @s trabalhador@s, estudantes, desempregad@s, reformad@s/aposentad@s, pessoas comuns... É totalmente horizontal e há total liberdade de expressão.

NÃO FALTES!

15 de Outubro em Coimbra - Fotos





















15 de Outubro em Coimbra - Videos










sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Manifesto 15 de Outubro (Porto)

http://15out-porto.blogspot.com/


Em adesão ao protesto internacional convocado pelos movimentos 'indignados' e 'democracia real ya', em Espanha, ocorrerá, no Porto, uma manifestação sob o tema 'a democracia sai à rua', no dia 15 de Outubro de 2011. As razões que nos levam para a rua são muitas e diferentes, de pessoa para pessoa, de país para país - não querendo fechar o protesto a outras exigências de liberdade e de democracia, mas para que se saiba porque saimos para a rua, tentámos, entre os que estão a ajudar na organização e na divulgação do 15 de outubro, encontrar as reivindicações que nos são comuns - entre nós e relativamente aos outros gritos das outras praças, nas ruas de todo o mundo: 

Dos EUA a Bruxelas, da Grécia à Bolívia, da Espanha à Tunísia, a crise do capitalismo acentua-se. Os causadores da crise impõem as receitas para a sua superação: transferir fundos públicos para entidades financeiras privadas e, enquanto isso, fazer-nos pagar a factura através de planos de pretenso resgate. Na UE, os ataques dos mercados financeiros sobre as dívidas soberanas chantageiam governos cobardes e sequestram parlamentos, que adoptam medidas injustas, de costas voltadas para os seus povos. As instituições europeias, longe de tomar decisões políticas firmes frente aos ataques dos mercados financeiros, alinham com eles. 

Desde o começo desta crise assistimos à tentativa de conversão de dívida privada em dívida pública, num exemplo de nacionalização dos prejuízos, após terem sido privatizados os lucros. Os altos juros impostos ao financiamento dos nossos países não derivam de nenhuma dúvida sobre a nossa solvência, mas sim das manobras especulativas que as grandes corporações financeiras, em conivência com as agências de rating, realizam para se enriquecerem. Os cortes económicos vêm acompanhados de restrições às liberdades democráticas - entre elas, as medidas de controlo sobre a livre circulação dos europeus na UE e a expulsão das populações migrantes. Apenas os capitais especulativos têm as fronteiras abertas. Estamos submetidos a uma mentira colectiva.

A dívida privada é bem maior que a dívida pública e a crise deve-se a um processo de desindustrialização e de políticas irresponsáveis dos sucessivos governos e não a um povo que "vive acima das suas possibilidades" – o povo, esse, vê diariamente os seus direitos e património agredidos. Pelo contrário, o sector privado financeiro - maior beneficiário da especulação - em vez de lhe aplicarem medidas de austeridade, vê o seu regime de excepção erigido. As políticas de ajuste estrutural que se estão a implementar não nos vão tirar da crise – vão aprofundá-la. Arrastam-nos a uma situação limite que implica resgates aos bancos credores, resgates esses que são na realidade sequestros da nossa liberdade e dos nossos direitos, das nossas economias familiares e do nosso património público e comum. É preciso indignarmo-nos e revoltarmo-nos ante semelhantes abusos de poder.

Em Portugal, foi imposto como única saída o memorando da troika – têm-nos dito que os cortes, a austeridade e os novos impostos à população são sacrifícios necessários para fazer o país sair da crise e para fazer diminuir a dívida. Estão a mentir! A cada dia tomam novas medidas, cortam ou congelam salários, o desemprego dispara, as pessoas emigram. E a dívida não pára de aumentar, porque os novos empréstimos destinam-se a pagar os enormes juros aos credores – o déficit dos países do sul europeu torna-se o lucro dos bancos dos países ricos do norte. Destroem a nossa economia para vender a terra e os bens públicos a preço de saldo. 

Não são os salários e as pensões os responsáveis pelo crescer da dívida. Os responsáveis são as transferências de capital público para o sector financeiro, a especulação bolsista e as grandes corporações e empresas que não pagam impostos. Precisamos de incentivos à criação de emprego e da subida do salário mínimo (em Portugal o salário mínimo são 485€, e desde 2006 duplicou o número de trabalhadores que ganham apenas o salário mínimo) para sairmos do ciclo recessivo. 

Por isso, nós dizemos:

- retirem o memorando. vão embora. não queremos o governo do FMI e da troika!
- nacionalização da banca – com os planos de resgate, o estado tem pago à banca para especular
- abram as contas da dívida – queremos saber para onde foi o dinheiro
- não ao pagamento da dívida ilegítima. esta dívida não é nossa – não devemos nada, não vendemos nada, não vamos pagar nada! 
- queremos ver redistribuídas radicalmente as riquezas e a política fiscal mudada, para fazer pagar mais a quem mais tem: aos banqueiros, ao capital e aos que não pagam impostos. 
- queremos o controlo popular democrático sobre a economia e a produção. 
- não queremos a privatização da água, nem os aumentos nos preços dos transportes públicos, nem o aumento do IVA na electricidade e no gás. 
- queremos trabalho com direitos, zero precários na função pública (em Portugal o maior contratador de precários é o estado), a fiscalização efectiva do cumprimento das leis laborais e o aumento do salário mínimo.
- queremos ver assegurados gratuitamente e com qualidade os direitos fundamentais: saúde, educação, justiça.
- queremos o fim dos ajustes directos na administração pública e transparência nos concursos para admissão de pessoal, bem como nas obras e aquisições do estado. 
- queremos mais democracia: 
                  - queremos a eleição directa de todos os representantes cargos públicos, políticos e económicos: dos responsáveis pelo Banco de Portugal ao Banco Central Europeu, da Comissão Europeia ao Procurador Geral da República 
               - queremos mais transparência no processo democrático: que os partidos apresentem a eleições, não somente os programas mas também as equipas governativas propostas à votação.
              - queremos mandatos revogáveis nos cargos públicos - os representantes são eleitos para cumprirem um programa, pelo que queremos que seja criada uma forma democrática para revogação de mandato em caso de incumprimento do mesmo programa;

Manifesto 15 de Outubro (Lisboa)

http://www.15deoutubro.net/


PROTESTO APARTIDÁRIO, LAICO E PACÍFICO

- Pela Democracia participativa.
- Pela transparência nas decisões políticas.
- Pelo fim da precariedade de vida.

MANIFESTO:

Somos “gerações à rasca”, pessoas que trabalham, precárias, desempregadas ou em vias de despedimento, estudantes, migrantes e reformadas, insatisfeitas com as nossas condições de vida. Hoje vimos para a rua, na Europa e no Mundo, de forma não violenta, expressar a nossa indignação e protesto face ao actual modelo de governação política, económica e social. Um modelo que não nos serve, que nos oprime e não nos representa.

A actual governação assenta numa falsa democracia em que as decisões estão restritas às salas fechadas dos parlamentos, gabinetes ministeriais e instâncias internacionais. Um sistema sem qualquer tipo de controlo cidadão, refém de um modelo económico-financeiro, sem preocupações sociais ou ambientais e que fomenta as desigualdades, a pobreza e a perda de direitos à escala global. Democracia não é isto!

Queremos uma Democracia participativa, onde as pessoas possam intervir activa e efectivamente nas decisões. Uma Democracia em que o exercício dos cargos públicos seja baseado na integridade e defesa do interesse e bem-estar comuns.

Queremos uma Democracia onde os mais ricos não sejam protegidos por regimes de excepção. Queremos um sistema fiscal progressivo e transparente, onde a riqueza seja justamente distribuída e a segurança social não seja descapitalizada; onde todas as pessoas contribuam de forma justa e imparcial e os direitos e deveres dos cidadãos estejam assegurados.

Queremos uma Democracia onde quem comete abuso de poder e crimes económicos e financeiros seja efectivamente responsabilizado por um sistema judicial independente, menos burocrático e sem dualidade de critérios. Uma Democracia onde políticas estruturantes não sejam adoptadas sem esclarecimento e participação activa das pessoas. Não tomamos a crise como inevitável. Exigimos saber de que forma chegámos a esta recessão, a quem devemos o quê e sob que condições.

As pessoas não são descartáveis, nem podem estar dependentes da especulação de mercados bolsistas e de interesses financeiros que as reduzem à condição de mercadorias. O princípio constitucional conquistado a 25 de Abril de 1974 e consagrado em todo o mundo democrático de que a economia se deve subordinar aos interesses gerais da sociedade é totalmente pervertido pela imposição de medidas, como as do programa da troika, que conduzem à perda de direitos laborais, ao desmantelamento da saúde, do ensino público e da cultura com argumentos economicistas.

Os recursos naturais como a água, bem como os sectores estratégicos, são bens públicos não privatizáveis. Uma Democracia abandona o seu futuro quando o trabalho, educação, saúde, habitação, cultura e bem-estar são tidos apenas como regalias de alguns ou privatizados sem que daí advenha qualquer benefício para as pessoas.

A qualidade de uma Democracia mede-se pela forma como trata as pessoas que a integram.

Isto não tem que ser assim! Em Portugal e no Mundo, dia 15 de Outubro dizemos basta!

A Democracia sai à rua. E nós saímos com ela.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Mobilização Internacional 15 de Outubro - Coimbra

Evento no Facebook




No dia 15 de Outubro, cidadãs e cidadãos de todo o mundo tomaremos as ruas para expressar a nossa indignação por vermos os nossos direitos atacados por uma aliança entre os políticos e as grandes corporações. Desde Democracia Real YA (Democracia Verdadeira Já), convidamo-vos a participar neste protesto pacífico unindo-se à nossa convocatória ou realizando as vossas próprias convocatórias nesta data. É tempo de elevarmos a nossa voz. O nosso futuro está em jogo, e nada pode reter o poder de milhões de pessoas unidas por um objectivo comum.
Democracia Real Ya é uma plataforma criada em Espanha para coordenar diversos grupos de mobilização cidadã. Sob o lema “Não somos mercadorias nas mãos de políticos e banqueiros”, milhares de pessoas tomaram as ruas a 15 de Maio para exigir uma verdadeira democracia, para rejeitar a corrupção no sistema político espanhol e para mostrar oposição a medidas de austeridade a nós impostas. No seguimento do sucesso do primeiro protesto surgiram diversos movimentos e montaram-se acampadas em praças de todo o país, semelhantes à primeira ocupação da Praça Tahrir, no Cairo. Estas deram lugar a Assembleias Populares, onde cidadãs e cidadãos delinearam os seus objectivos através de um processo de decisão inclusivo e não-hierárquico. O Movimento 15 de Maio rapidamente se expandiu além das fronteiras espanholas e inspirou acções em inúmeras cidades em todo o mundo, incluindo um protesto massivo contra o Pacto do Euro a 19 de Junho.
Pressionados pelos poderes financeiros, os nossos governantes trabalham pelo benefício de uns poucos, sem se importarem com os custos sociais, humanos e ambientais que isso possa acarretar. Promovendo guerras por lucro e empobrecendo populações inteiras, as nossas classes dominantes privam-nos do nosso direito a uma sociedade livre e justa.
É por isso que vos convidamos a juntarem-se a este protesto pacífico e a espalhar a mensagem de que, unidos, podemos mudar esta situação intolerável. Tomemos as ruas no dia 15 de Outubro. É hora de eles nos ouvirem. Unidos faremos as nossas vozes ouvidas!


http://www.15october.net/
https://www.facebook.com/15octobernet
https://www.facebook.com/event.php?eid=245619575476665
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QUEM SOMOS?
(excerto do Comunicado de Imprensa da #acampadacoimbra - 7 de Junho)

«No seguimento das acampadas que surgiram, a partir do dia 15 de Maio, em Espanha sob o lema “Democracia Real Ya”, iniciaram-se diversos acampamentos em Portugal – primeiro em Lisboa (Praça do Rossio) e no Porto (Praça da Batalha), depois em Coimbra (Praça 8 de Maio) e, agora, também em Barcelos (Largo da Porta Nova).
Em Coimbra, depois de uma primeira assembleia realizada no dia 20 de Maio, após uma concentração onde se juntaram perto de 100 pessoas em solidariedade com os protestos em Espanha e reivindicando também uma democracia verdadeira no nosso país, começaram-se a realizar actividades diárias na Praça 8 de Maio.
Nos dias 21 e 22 foi montada um acampamento e realizadas assembleias populares que se mantiveram diárias desde então. No dia 25 de Maio foi aprovado em assembleia popular o nosso manifesto (http://acampadacoimbra.blogspot.com/2011/05/manifesto-da-acampada-coimbra.html) e retomado o acampamento.
Das actividades realizadas durante este período, destacamos os debates com a participação de Boaventura Sousa Santos e Jorge Gouveia Monteiro e outros onde se abordou temas como a economia social e consumo responsável, uma oficina sobre hortas portáteis, sessões de teatro do oprimido, de massagens e leitura de poemas. Além destas actividades foi realizada ainda uma caçarolada no dia 28 de Maio; afixado um painel onde as pessoas podiam expressar livremente as suas opiniões; definido um período ao final do dia de tribuna livre; realizado um referendo popular com 5 perguntas. No espaço da acampada funcionava também um atelier para crianças, um espaço de sala de estudo / biblioteca, cozinha / dormitório e loja livre.
No Domingo 5 de Junho foi decidido em assembleia popular a reorganização da luta, que passava pelo levantamento do acampamento e a concentração de esforços na realização de assembleias populares e actividades. Na assembleia seguinte, no dia 6 de Junho, foi decidido alterar a periodicidade diária das assembleias para semanal.»

http://acampadacoimbra.blogspot.com/
https://www.facebook.com/acampadacoimbra
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SE NÃO ESTÁS EM COIMBRA, PARTICIPA EM:

- Lisboa
http://www.facebook.com/event.php?eid=139031266184168
- Porto
http://www.facebook.com/event.php?eid=248068438565331
- Braga
http://www.facebook.com/event.php?eid=236253006420364
- Faro
http://www.facebook.com/event.php?eid=180030698736559
- Angra do Heroísmo
http://www.facebook.com/event.php?eid=225689044149930
- Évora
http://www.facebook.com/event.php?eid=265304693503393

- Santarém
http://www.facebook.com/event.php?eid=255863254455242


Internacionais
http://www.facebook.com/event.php?eid=217223788318602
http://www.facebook.com/event.php?eid=113736602047697
https://www.facebook.com/event.php?eid=245619575476665
Lista compilada das convocatórias por todo o mundo: https://www.facebook.com/notes/15o-worldrevolution/150-worlrevolution-actions/230635490291832

(Estes eventos não têm data nem hora para terminar)

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UNITED FOR GLOBAL CHANGE OCTOBER 15TH

On October 15th citizens around the world will take to the streets to express outrage at how our rights are being undermined by the alliance between politicians and big corporations. From Democracia real YA (Real Democracy Now) we invite you to participate in this peaceful protest by joining our call to action or by calling for other actions on this date. It is time to raise our voice. Our future is at stake, and nothing can hold back the power of millions of people when they unite for a common goal.

Democracia real YA is a platform that originated in Spain to coordinate various civil mobilization groups. Under the slogan "We are not goods in the hands of politicians and bankers", thousands of people took to the streets on May 15th to demand a more participatory democracy, to reject corruption in Spain's political system, and to show our opposition to the austerity measures imposed on us. Following the success of that first demonstration, several movements emerged. Acampadas (tent cities) were set up in central squares across the country, much like the first occupation of Tahrir Square in Cairo. The acampadas gave rise to popular assemblies, where citizens shape their goals through an inclusive non-hierarchal decision making process. The May 15 movement soon expanded beyond Spanish borders and inspired actions in numerous cities around the world, including a mass demonstration against the Euro Pact last June 19th.

Pressured by financial powers, our political leaders work for the benefit of just a few, regardless of the social, human or environmental cost this may cause. By promoting wars for profit and impoverishing whole populations, our ruling classes are depriving us of our right to a free and just society.

That's why we invite you to join this peaceful fight and spread the message that together we have the ability to change this intolerable situation. Let's take to the streets on October 15th. It's time for them to listen to us. United we will make our voices heard!


https://www.facebook.com/event.php?eid=245619575476665
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MOVILIZACIÓN INTERNACIONAL DEL 15O

El 15 de octubre ciudadanos y ciudadanas de todo el mundo saldremos a la calle para mostrar nuestra indignación por la pérdida de nuestros derechos a manos de la alianza entre las grandes corporaciones y la clase política. Desde Democracia real YA os invitamos a participar en esta acción pacífica de protesta internacional, sumándoos a nuestra convocatoria o realizando vuestras propias convocatorias para dicha fecha. Ha llegado el momento de alzar la voz. Nuestro futuro está en juego, y nada puede retener la fuerza de millones de personas cuando se unen con un propósito común.

Democracia real YA es una plataforma de coordinación de grupos pro-movilización ciudadana que se originó en España. Bajo el lema "No somos mercancía en manos de políticos y banqueros", miles de personas salimos a la calle el 15 de mayo para exigir una democracia más participativa, oponernos a la corrupción del sistema político y mostrar nuestro rechazo a los recortes sociales que se nos imponían. Tras el éxito de esa primera manifestación, surgieron diversos movimientos y se montaron acampadas en plazas de todo el país, semejantes a la primera ocupación de la Plaza Tahrir en El Cairo. Éstas dieron lugar a asambleas populares, donde los ciudadanos desarrollan sus objetivos mediante un proceso de decisión inclusivo y horizontal. El movimiento 15M enseguida traspasó fronteras y alentó acciones en numerosas ciudades del mundo, entre ellas una multitudinaria manifestación contra el Pacto del Euro el pasado 19 de junio.

Bajo la presión del poder financiero, nuestros gobernantes trabajan por el beneficio de unos pocos, sin que les importe el coste social, humano o medioambiental que esto pueda generar. Promoviendo guerras con fines económicos y llevando a la miseria a pueblos enteros, las clases dirigentes nos despojan de nuestro derecho a una sociedad libre y justa.

Por eso os invitamos a uniros a esta lucha pacífica, difundiendo el mensaje de que juntos somos capaces de cambiar esta intolerable situación. Tomemos las calles el 15 de octubre. Es hora de que se nos escuche. ¡Unidos haremos oír nuestras voces!


https://www.facebook.com/event.php?eid=245619575476665
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15 OCTOBRE MOBILISATION INTERNATIONALE

Nous montrerons notre indignation contre la perte de nos droits aux mains de l’alliance entre les grandes corporations et la classe politque.

Democracia Real YA vous invite à participer à cette action pacifique de protestation internationale, en vous joignant à notre convocation ou en réalisant votre propre convocation pour cette date. Il est temps de faire entendre notre voix. Notre avenir est en jeu, rien ne peut freiner la puissance de millions de personnes quand elles s’unissent avec le même objectif. Democracia Real YA est une plate-forme qui a pris naissance en Espagne pour coordonner différents groupes de mobilisations citoyennes. Sous le slogan «Nous ne sommes pas des marchandises dans les mains des politiciens et des banquiers”, des milliers de personnes sont descendues dans les rues le 15 mai pour exiger une démocratie plus participative, s’opposer à la corruption du système politique et montrer notre rejet face à la réduction des acquis sociaux et des mesures d’austérité qui nous sont imposés.

Après le succès de cette première manifestation, plusieurs mouvements et campements (villes de tentes) similaires à la première occupation de la place Tahrir ont émergés sur les places à travers le pays. Ceci a donné naissance aux assemblées populaires ou les citoyens développent leurs objectifs moyennant un processus de décision inclusif et horizontal. Le mouvement du 15 mai s’est rapidement propagé au-delà des frontières espagnoles et a inspiré des actions dans de nombreuses villes à travers le monde, y compris une manifestation populaire contre le pacte euro le 19 juin dernier.

Sous la pression des pouvoirs financiers nos dirigeants politiques travaillent pour le bénéfice d’une minorité, et peu leur importe le coût social, humains et environnementaux que cela génère et dont ils sont responsables. En faisant la promotion des guerres à but lucratif, et en appauvrissant des populations entières, la classe dirigeante nous prive de notre droit à une société libre et juste.

C’est pourquoi nous vous invitons à rejoindre ce combat pacifique en diffusant le message, qu’ensemble nous pouvons changer cette situation intolérable. Prenons la rue le 15 Octobre. Il est temps pour eux de nous écouter. Unis, nous ferons entendre notre voix !
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INTERNATIONALE MOBILISIERUNG AM 15. OKTOBER

Am 15. Oktober werden wir, die BürgerInnen der ganzen Welt, auf die Straße gehen um die Empörtheit über den Verlust unserer Rechte, untergraben von der Allianz zwischen den multinationalen Großkonzernen und der politischen Klasse, zu demonstrieren. Wir von der Democracia Real Ya (Echte Demokratie Jetzt!) laden Euch ein an dieser friedvollen Aktion teilzunehmen, Euch unserem Aufruf anzuschließen oder zu eigenen Aktionen an diesem Tag aufzurufen. Es ist Zeit unsere Stimmen laut werden zu lassen. Unsere Zukunft steht auf dem Spiel und nichts kann die Wucht von Millionen von Menschen aufhalten, wenn sie sich für ein gemeinsames Ziel vereinigen.

Democracia Real Ya ist eine politische Plattform aus Spanien, die Mobilisierung verschiedener Bürgergruppen koordiniert. Unter dem Slogan “Wir sind keine Güter in den Händen der Politiker und Bänker”, gingen tausende Menschen am 15. Mai (“15M”) auf die Straße um eine partizipierendere Demokratie zu verlangen, sich der Korruption des politischen Systems zu widersetzen und unsere Ablehnung der sozialen Sparmaßnahmen, die uns auferlegt wurden, zu äußern. Nach dem Erfolg dieser ersten Demonstration entstanden diverse Bewegungen und es wurden Zeltstädte auf den Marktplätzen des ganzen Landes auf die Beine gestellt, der ersten Besetzung des Tahrirplatzes in Kaïro ähnlich. Diese führten zu Volksversammlungen, in denen die Bürger ihre Ziele durch einen inklusiven und horizontalen Entscheidungsprozess entwickelten. Die Bewegung 15M überschritt schon schnell Grenzen und förderte Aktionen in zahlreichen Städten der Welt, darunter eine Massendemonstration gegen den Euro-Pakt am 19. Juni.

Unter dem Druck der finanziellen Macht arbeiten unsere Politiker für das Wohlsein einiger Weniger, ohne Rücksicht auf den sozialen, humanen oder Umweltverlust, den dies verursachen kann. Indem sie Kriege für Profit fördert, beraubt uns die herrschende Klasse unseres Rechtes auf eine freie und faire Gesellschaft.

Darum laden wir Euch ein, Euch unserem friedvollen Kampf anzuschließen, die Nachricht zu verbreiten, dass wir zusammen diese untolerierbare Situation ändern können. Lasst uns am 15. Oktober auf die Straße gehen. Es ist Zeit, dass uns zugehört wird. Vereint werden wir unsere Stimmen hören lassen!