A Assembleia Popular de Coimbra (APC) é uma estrutura de deliberação colectiva aberta à participação de toda a comunidade cujos participantes mais activos são na sua maioria activistas inspirados pelos movimentos sociais que sucederam a primavera árabe, sobretudo o 15M espanhol mais conhecido como movimento dos indignados. Em torno da APC têm-se organizado acções diversas com cariz apartidário, laico e pacífico, visando a recuperação do sentido de comunidade através da ocupação dos espaços públicos. Acreditamos que da luta pelo "público" e pelo "comum" poderão ser lançadas as sementes para uma nova democracia. Uma democracia inclusiva, onde os valores da autodeterminação (ou autonomia), da igualdade e da liberdade sejam as linhas condutoras da construção duma sociedade para todas e para todos. O processo de decisão usado na APC é o consenso e não o voto porque não se pretende que a APC tenha unicamente uma função legitimadora de projectos individuais ou de grupos com interesses específicos mas sobretudo que proporcione condições para o desenvolvimento de trabalho colectivo assente nos valores da solidariedade e do respeito.

terça-feira, 24 de abril de 2012

25 de Abril em Coimbra - Caçarolada pela Liberdade

É com a recordação ainda viva de um 25 de Abril que representa a liberdade e o fim da ditadura, que a Assembleia Popular de Coimbra apela a um protesto no dia 25 de Abril de 2012. Ao fim de 38 anos, o que resta da "revolução dos cravos" é o desemprego, a precariedade, a pobreza, a fome, a injustiça social e um Estado que não serve os interesses do Povo, que lhe virou as costas. Voltamos à era da opressão e do povo sem razão. Querem-nos acríticos, não participativos, calados, obedientes e sem sopa na panela.
O despejo do projecto Es.Col.A. da Escola da Fontinha, levado a cabo por uma polícia também ela obediente a mando da Câmara Municipal do Porto, foi mais um golpe avassalador nesta democracia que se encontra já demasiado moribunda. A destruição arbitrária de um ano inteiro de trabalho conjunto, de livros, computadores, brinquedos, móveis, frigorífico, fogão e mil e uma outras coisas – tudo conseguido pelos activistas ou oferecido pelos populares –, põe a descoberto os tiques cada vez mais autoritários desta democracia doente. O projecto Es.Col.A. sempre funcionou para a população da Fontinha: pelas palavras de uma activista envolvida no projecto, “se a população não nos quisesse aqui, nós já não aqui estávamos”. Desde apoio educativo, aulas de yoga e música, até capoeira, oficinas de estudos artísticos e teatro, tudo estava ao acesso de todxs, das crianças mais pequeninas aos mais idosos. Mas nem a vontade da população de que o projecto ficasse na antiga escola da fontinha demoveu aqueles que teoricamente representam a população de avançar com um despejo selvagem e violento. 

Se antes falávamos e íamos presos, agora falamos e ninguém nos ouve. Pode ser que nos ouçam se aumentarmos o volume do protesto.
Traz a tua panela e anda fazer barulho para a rua! 

Partilha, divulga, aparece


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16h - Praça 8 de Maio
Música, Pintura, Poesia... CRIATIVIDADE! - traz a tua!
Caçarolada
Jantar Comunitário - traz algo para partilhar


sábado, 21 de abril de 2012

Acta da 2ª Assembleia Preparatória da Primavera Global – 12 de Maio (14 de Abril)


No dia 14 de Abril, realizou-se no Salão Brazil a 2ª Assembleia Preparatória da Primavera Global – 12 de Maio em Coimbra. A assembleia contou com a presença de cerca de uma dezena de pessoas, algumas delas participantes regulares na Assembleia Popular de Coimbra e uma em representação da Saúde em Português.

Num primeiro momento, debateu-se o porquê de as pessoas não se mobilizarem, de não saírem à rua. Alguns dos presentes referiram o facto de as mentalidades em Portugal serem muito mais conformistas e menos pró-activas do que em Espanha e na Grécia, por exemplo. Foi apontado o contexto histórico como um dos factores que tem grande influência – em Espanha e na Grécia, entre outras coisas, os movimentos populares de resistência ao fascismo foram muito mais fortes o que, necessariamente, se faz sentir na memória de grandes lutas nas populações dessas regiões.
Para além disso, foi algo consensual entre xs presentes que as pessoas não se sentem motivadas a sair à rua pois não acreditam que as mobilizações tragam resultados, que tenham consequências práticas. Em resposta a isso, e porque também todxs concordámos que não podemos ficar eternamente à espera que, por sairmos à rua, os detentores do poder político mudem de ideias e alterem os seus projectos, é necessário transmitir um outro espírito, outras ideias e outros objectivos relativamente à mobilização do 12 de Maio: não ser só um dia de questionamento e reivindicação ao poder político mas, mais do que isso, um dia de criação de espaços de expressão, discussão e partilha livres, espaços de construção colectiva e criativa, espaços realmente democráticos e horizontais, em que toda a gente tenha o mesmo peso e a mesma oportunidade de participar. [Esta discussão alargou-se por um grande período de tempo, pelo que seria extremamente difícil, se não impossível, a reprodução de todas as ideias apresentadas. Fica este pequeno resumo.]

Num segundo momento da assembleia, passou-se à prática e discutiram-se os planos para o dia 12 de Maio. Devido à Queima das Fitas acabar no dia 11 de Maio, decidiu-se marcar a manifestação mais para meio da tarde (16h) mas ter actividades durante todo o dia, começando logo de manhã na 8 de Maio. Aqui fica o esboço do plano de actividades para o 12 de Maio:
Dia 12 de Maio
10h, praça 8 de maio: vox pop, declamação de poesia (ana?), música
13h, praça da república: almoço comunitário e pintura de faixas e cartazes
16h: Manifestação Praça da República > Portagem > Parque Manuel Braga
No Parque Manuel Braga: Microfone Aberto, Concertos, Performances
Jantar
Acampamento
Em aberto fica a realização de uma acção de apelo ao 12 de Maio, no dia 11 à noite, no Largo da Portagem.
Foi ainda feita a sugestão da distribuição no próprio dia (pelo menos no início da manifestação) de um flyer ou algo semelhante que apele à participação das pessoas nas actividades e que passe a mensagem de que a luta não pode ficar pela participação numa manifestação e ir para casa logo de seguida.

Já na fase final da assembleia, ficou acordada a elaboração de uma proposta do texto da convocatória da Primavera Global – 12 de Maio em Coimbra pela APC e o envio à Saúde em Português e a outros colectivos interessados para discussão e eventuais alterações. A ideia é ter como base o texto já escrito de convite para esta Assembleia Preparatória e fazer as devidas alterações, acrescentando um parágrafo em que se faça uma pequena súmula das reivindicações específicas (algo do género “Reivindicamos um mundo para todxs, o respeito pela dignidade humana, a saúde para todxs, a educação para todxs, a habitação, a paz, ….”).
Por fim, decidiu-se realizar a 3ª Assembleia Preparatória da Primavera Global - 12 de Maio em Coimbra no dia 28 de Abril (sábado), também das 15h às 18h, num espaço a indicar brevemente.

domingo, 15 de abril de 2012

«Se Ainda Escutas a Alegria de Viver Ouvirás o Sinal para Ficar»

Declaração Conjunta de Apoio ao Es.Col.A do Alto da Fontinha, que partiu do Gato Vadio

Lá do Alto da Fontinha dá vontade de planar. Vê-se outra cidade a ser construída. Tijolo a tijolo, dia-a-dia, mão a mão, sorriso a sorriso. Aquilo que parecia um abismo – uma escola vazia, abandonada e arruinada – tornou-se o próprio espaço do sonho.
Com os pés assentes na terra, constrói-se a solidariedade, o espírito comunitário, uma ideia de utilidade pública alicerçada na ajuda mútua e na partilha livre do conhecimento. Ali faz-se ainda a democracia directa e participativa que falta. Ali aprende-se a estar vivo. Ali vê-se que a crise que nos quer amedrontados e pieguinhas, foge a sete pés. Não, nem a crise, nem um rio seco e sequioso, nem as cajadadas dos falsos democratas, vão estancar o fluxo desta Fontinha...
Neste momento decisivo, por uma exigência recíproca, cada um deve colocar ao outro as questões humanas e colectivas essenciais.
Esta declaração conjunta de apoio ao Es.Col.A já foi abraçada por vinte e dois colectivos e associações de vários pontos do país, e está aberta a mais adesões de quem quiser e quando quiser. Escreve-nos!
Lá do alto, diremos à cidade que rejeitamos o despejo decretado pela actual gestão do Município do Porto e estenderemos a mão a quem veio por bem e para ficar.

AJA Norte - Associação José Afonso
AIT/SP - Núcleo do Porto e Chaves
Assembleia Popular do Porto
Assembleia Popular de Coimbra
Associação Casa da Achada - Centro Mário Dionísio (Lisboa)
Associação SAPATO 43
Casa da Horta - associação cultural
Casaviva Projecto
Centro de Cultura Libertária (Almada)
Colectivo Hipátia
Gap - Grupo de Acção Palestina
Gato Vadio Livraria
Indignados Lisboa
Marcha Mundial das Mulheres
Partido Humanista
Revista Rubra
Terra Viva
Traga Mundos
Tribuna Socialista
Uniao Operaria Nacional
UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta


Abaixo reproduzimos a última Carta Aberta do Es.Col.A., que fala por si e por todos nós.
A promessa de suspensão do despejo do Es.Col.A revelou-se um logro. Politicamente forçada a dialogar com os ocupantes da antiga Escola Primária do Alto da Fontinha, a Câmara Municipal do Porto (CMP) mais não queria do que anunciar que o despejo se mantinha, embora adiado. Em reunião com dois delegados da Assembleia do Es.Col.A, os representantes da câmara exigiram que o projecto assinasse a sua sentença de morte, traduzida num contrato de aluguer com fim em Junho. A continuidade imediata do Es.Col.a dependeria da assinatura desse papel.
Recapitulando: a 10 de Abril de 2011, um grupo de pessoas ocupou a antiga escola primária do Alto da Fontinha, devoluta e abandonada há mais de cinco anos pelo município que a devia manter. Depois de um mês de ocupação do espaço e já com inúmeras actividades a decorrer, a CMP mandou a polícia despejar violentamente os ocupantes e emparedar o edifício. Depois de um longo processo negocial, o Es.Col.A voltou à Escola da Fontinha onde se mantém até hoje, com a indiferença da CMP.
Esta farsa é, para nós, inaceitável, tal como o é o despejo em si - seja agora, em Junho, ou em qualquer altura. Perante quem tem, repetidamente, falhado no cumprimento da sua própria palavra e que entende o ultimato como forma de negociação, a posição do Es.Col.A só pode ser a de não aceitar a decisão de despejo. Fazê-lo seria desistir do sonho com que partimos para esta aventura, o de transformar as nossas vidas com as nossa próprias mãos, ensinando e aprendendo com quem se cruza connosco, nas ruas da Fontinha.
Porque o Es.Col.A, muito mais do que uma escola, é um laboratório dum mundo já transformado, resistiremos.
Precisamos do sentido solidário de toda a gente que se identifica com o projecto. Em todo e qualquer lado, que a ocupação e a libertação de espaços sejam a resposta generalizada ao ataque às iniciativas de emancipação popular dum sistema que prefere a propriedade, mesmo que abandonada, ao usufruto, mesmo que colectivo.

Que a moda pegue! ai, ai


Mais sobre a Onda Solidária com o Es.Col.A!

Artigo no Le Monde Diplomatique: Ocupar é Urbanizar: sobre a Es.Col.A da Fontinha



A História da Es.Col.A da Fontinha pelos próprios intervenientes.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Actividades da ASSEMBLEIA POPULAR DE COIMBRA durante o mês de Abril

dia 10 (terça-feira)
> Assembleia Popular
às 19h30m, na Praça 8 de Maio
http://www.facebook.com/events/129589353832498/

dia 14 (sábado)
> Assembleia Preparatória da Primavera Global - 12 de Maio
das 15h00 às 18h00, no Salão Brazil
http://www.facebook.com/events/399049456772231/

dia 15 (domingo)
> Assembleia Popular
das 15h00 às 18h00, no largo dos olivais (junto ao café santo antónio)

dia 16 (segunda-feira)
> debate: O SNS - presente, futuro e alternativas
às 21h00, no Teatro da Cerca de São Bernardo
http://www.facebook.com/events/381451011889400/

dia 17 (terça-feira)
> Assembleia Popular
às 19h30m, na Praça 8 de Maio

dia 22 (domingo)
> Assembleia Popular
das 15h00 às 18h00, bairro norton de matos (junto ao café samambaia)

dia 24 (terça-feira)
> Assembleia Popular
às 19h30m, na Praça 8 de Maio

dia 25 (quarta-feira)
> Actividades de Rua
(mais informações em breve)

dia 28 (sábado)
> 3ª Assembleia Preparatória da Primavera Global - 12 de Maio
(hora e local por definir)
website internacional: http://www.may12.net/

dia 29 (domingo)
> Assembleia Popular
das 15h00 às 18h00, santa clara (miradouro do mosteiro santa clara-a-nova)


acampadacoimbrablog@gmail.com
http://www.facebook.com/acampadacoimbra
http://www.facebook.com/assembleia.popular.coimbra

domingo, 8 de abril de 2012

O SNS - presente, futuro e alternativas


debate 
O SNS - Presente, Futuro e Alternativas

16 de Abril, às 21horas 
Teatro da Cerca de São Bernardo
(junto ao pátio da inquisição)

convidados
António Arnaut - advogado
António Rodrigues - médico
Cristina Paixão - plataforma cidadã de resistência à destruição do SNS
Hernâni Caniço - médico

moderador
João Paz - enfermeiro

organização
Assembleia Popular de Coimbra




ASSEMBLEIA POPULAR DE COIMBRA
- Contra a destruição do Serviço Nacional de Saúde (SNS)

A reestruturação do SNS, com o novo pacote legislativo em vigor desde o dia 1 de Janeiro, conduzirá inevitavelmente ao seu desmantelamento. O governo assume que pretende o financiamento do serviço através do esforço acrescido dos seus utentes, por via, não dos impostos e contribuições que pagam, mas através do aumento do valor e número de taxas moderadoras, restrição do número de utentes isentos do seu pagamento, diminuição da parcela do OE para a saúde, decréscimo da quantidade e qualidade de serviços oferecidos; quebrando assim um principio de solidariedade, de todos, para com o cidadão desfavorecido, o doente. A actual legislação limitará, pelo esforço económico que representa para milhares de famílias já economicamente fragilizadas, um claro impedimento das mesmas no acesso aos cuidados de saúde e um retrocesso na defesa e melhoria da Saúde Mental, ao não abranger gratuitamente e efectivamente toda a população do país. 

Neste contexto é importante sublinhar que o Artigo 64.º da Constituição da República Portuguesa estabelece que:
1. Todos têm direito à protecção da saúde e o dever de a defender e promover.
2. O direito à protecção da saúde é realizado:
a) Através de um serviço nacional de saúde universal e geral e, tendo em conta as condições económicas e sociais dos cidadãos, tendencialmente gratuito;
b) Pela criação de condições económicas, sociais, culturais e ambientais que garantam, designadamente, a protecção da infância, da juventude e da velhice, e pela melhoria sistemática das condições de vida e de trabalho, bem como pela promoção da cultura física e desportiva, escolar e popular, e ainda pelo desenvolvimento da educação sanitária do povo e de práticas de vida saudável.
3. Para assegurar o direito à protecção da saúde, incumbe prioritariamente ao Estado:
a) Garantir o acesso de todos os cidadãos, independentemente da sua condição económica, aos cuidados da medicina preventiva, curativa e de reabilitação;
b) Garantir uma racional e eficiente cobertura de todo o país em recursos humanos e unidades de saúde;
c) Orientar a sua acção para a socialização dos custos dos cuidados médicos e medicamentosos;

A violação do espírito constitucional, a intenção da imposição de alteração à Constituição da República Portuguesa, bem como a negação da definição positiva de saúde da Organização Mundial de Saúde, que inclui factores como a alimentação, a actividade física e o acesso ao sistema de saúde, é visível quando ficámos a saber que de acordo com a nova legislação:
1) os centros de saúde diminuirão o seu horário de funcionamento (encerrando mais cedo e aos fins-de-semana).
2) Que apenas ficarão isentos do pagamento de taxas moderadoras famílias com orçamentos iguais ou inferiores a 628€, independentemente no número de dependentes do agregado familiar e mediante preenchimento prévio de um requerimento, com comprovação de rendimentos, a renovar anualmente; o que obrigará ao seu pagamento grande parte de reformados, estudantes, trabalhadores precários, desempregados, sem-abrigo e a esmagadora maioria de portugueses.
3) Que serão excluídos da referida isenção doentes crónicos, como os doentes oncológicos, com grau de incapacidade inferior a 60% (de acordo com as novas restrições para avaliação do grau de invalidez, estaremos a falar de praticamente todos os doentes oncológicos).
4) Que o actual governo preconiza ainda o pagamento de taxas moderadoras “pelo envio de um email ou de um telefonema ao médico de família”, considerando ambos como actos médicos prestados, mesmo sem a presença física do utente.
5) Que a "racionalização" dos transportes de doentes afasta muitos utentes da prestação dos cuidados de saúde, além de que o concurso com empresas privadas conduz à ruina as associações de bombeiros voluntários; um dos poucos exemplos de sucesso da comunidade para a comunidade.
De salientar, ainda, o facto do ministro Paulo Macedo ter já anunciado um novo aumento das referidas taxas para os anos de 2012 e 2013.

O cenário previsível para os próximos anos, se nada for feito que impeça o avanço de tais medidas, empurrará os mais favorecidos para o sector privado e para o negócio dos seguros de saúde, deixando morrer, à porta dos hospitais públicos, os que não possuírem condições financeiras para suportar os custos que lhe são agora impostos. Acrescente-se a isto o facto de assistirmos a uma crescente pauperização e precarização salarial da classe média, bem como o facto das seguradoras não cobrirem terapias demasiado dispendiosas (como a quimioterapia) ou demasiado prolongadas e de submeterem a rigorosos exames médicos os segurados, como condição prévia de aceitação (rejeitando, naturalmente, os já doentes).

O governo estima um encaixe financeiro na ordem de vários milhões de euros com estas medidas, à custa dos que menos podem pagar, mas nunca é demais lembrar que permite, aceita e até encoraja a fuga de capitais ou a sediação de empresas em off-shores, numa clara prática de evasão fiscal legalizada.

É necessário recordar ainda que o direito de resistência e desobediência civil está previsto no art.º 21 da Constituição da República: "Todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias e de repelir pela força qualquer agressão, quando não seja possível recorrer à autoridade pública."

A luta pela democratização dos serviços de saúde, representou e representa uma vitória significativa da humanidade.

É urgente a consciencialização de todos os utentes, profissionais de saúde, professores e estudantes desta área, enfim, de todos que se solidarizem com a defesa de direitos fundamentais do ser humano, assim como uma tomada de posição ética e solidária. Apelamos pois ao debate, à expressão da indignação, à resistência à injustiça, às formas de protesto criativas e esclarecedoras, que são, além de um direito, uma responsabilidade.

PELA SAÚDE DE TODOS NÓS!

domingo, 25 de março de 2012

[Greve Geral] Actividades na Praça 8 de Maio - Um dia em Fotos

Assim foi o dia da Greve Geral, na Praça 8 de Maio. Debate, declamação de poemas, música, expressão livre, partilha e muito mais! Aqui estão algumas fotos:

Pouco depois do fim da concentração da CGTP, a ocupação da Praça 8 de Maio começou assim.


Almoço Partilhado


Performance Musical de Old Trees





Debate "Trabalho, (Des)Emprego e Precariedade"




Declamação expressiva de poesia


Expressão livre! Durante todo o dia, toda a gente pôde escrever (e falar) livremente!


Ao final da tarde, alguns estudantes da Universidade de Coimbra, que estiveram em protesto desde manhã, juntaram-se na Praça 8 de Maio.


Às 19h realizou-se uma Assembleia Popular.


À noite, Solidariedade com os Detidos e as Vítimas de Violência Policial em Lisboa e no Porto.


Alguns cartazes:






"Se não puder dançar, esta não é a minha revolução" Emma Goldman

sábado, 24 de março de 2012

12 de Maio - Apelo à Participação numa Assembleia Preparatória (25/03)


Depois das revoltas da chamada Primavera Árabe, no dia 15 de Maio do ano passado, em Madrid, um grupo de pessoas decidiu acampar na Puerta del Sol, depois de enormes manifestações convocadas pela Plataforma Democracia Real Ya terem ocupado as ruas de mais de 50 cidades espanholas. Estes acampamentos expandiram-se em poucos dias a toda a Espanha e, pouco depois, a cidades nos vários continentes. Estes acampamentos organizavam-se em Assembleias Populares, espaços inclusivos, horizontais e sem líderes, em que todas as pessoas se podiam exprimir livremente e tinham a mesma oportunidade para contribuir para as decisões. Mais tarde, em Setembro, surgiu no centro financeiro dos EUA o Occupy Wall Street, que inspirou milhares de pessoas a ocuparem as praças de dezenas de cidades nos estados unidos e que fez (re)nascer acampamentos em centenas de cidades por todo o mundo.
Pouco depois, no dia 15 de Outubro, milhões de pessoas saíram às ruas em mais de 1000 cidades em todo o planeta, sob o lema “Unidos Por Uma Mudança Global”, mostrando não só que estão descontentes com o actual sistema, mas também que estão empenhados em construir um mundo diferente.
Todos estes movimentos, que mais tarde foram designados por “Indignados”, surgiram de forma espontânea e partilham a indignação para com um sistema que se diz democrático mas que constantemente coloca os interesses económicos acima da vontade e dos interesses das pessoas e que nos trata a todos e a todas como mercadoria. Mas, mais do que movimentos que exprimem a indignação, estes são movimentos que procuram criar espaços de debate, partilha e expressão livres, verdadeiramente democráticos. São movimentos nos quais as pessoas se organizam para, colectivamente, construir alternativas e delinear estratégias de resistência às políticas que conduzem 99% da população ao empobrecimento enquanto o restante 1% contínuo a enriquecer cada vez mais.
Neste momento, a maior parte dos acampamentos já não existem, mas milhares de pessoas continuam a participar em centenas de Assembleias Populares nos quatro cantos do mundo. O 12 de Maio vai ser um dia de mobilização internacional, um pouco no seguimento do que foi o 15 de Outubro. Neste dia, em todo o mundo as pessoas tomarão as ruas para mostrar a sua indignação perante um sistema que não as representa e, mais importante, para contribuir para a construção de algo diferente.

Nós, Assembleia Popular de Coimbra, surgimos em Maio do ano passado no seguimento das acampadas em Espanha e, desde aí, temos acompanhado os vários movimentos que se inserem nos “Indignados”. Participámos no 15 de Outubro e estamos motivados para participar também no 12 de Maio. No entanto, temos consciência que o sucesso do 12 de Maio em Coimbra depende do envolvimento de toda a comunidade não só nas acções do próprio dia mas também na sua preparação.
Assim, apelamos a todas as pessoas da cidade e da região de Coimbra, bem como a todos os grupos e colectivos interessados, que participem numa Assembleia Preparatória da Mobilização Internacional de 12 de Maio em Coimbra, às 15h do dia 25 de Março (domingo), na Praça da República. Nesta Assembleia pretendemos discutir as linhas gerais da participação de Coimbra nesta mobilização internacional e debater os modelos de protesto. 



quinta-feira, 22 de março de 2012

Greve Geral: Ocupação e Actividades na Praça 8 de Maio; Solidariedade com as Vítimas de Violência Policial

Algumas dezenas de pessoas estão a ocupar a Praça 8 de Maio, em Coimbra, desde o meio-dia, tendo-se já realizado uma série de actividades promovidas pela Assembleia Popular de Coimbra. Ao início da tarde, depois de um almoço partilhado, aconteceu uma performance musical de Old Trees, um músico da cidade de Coimbra. Às 15h, no meio da Praça 8 de Maio, iniciou-se um debate sobre o tema “Trabalho, (Des)emprego e Precariedade”. Para além disso, houve mais performances musicais e declamação de poemas.
Dentro de momentos, às 19h, iniciar-se-á uma Assembleia Popular, para a qual se apela à participação de todxs. A ocupação da Praça 8 de Maio continuará com um jantar comunitário e uma vigília.

Os companheiros presentes decidiram ainda convocar uma Concentração em Solidariedade para com os Detidos e as Vítimas de Violência Policial em Lisboa e no Porto para as 22h30 e convidam toda a população a participar.

segunda-feira, 19 de março de 2012

A APC ocupa a Praça 8 de Maio no dia da Greve Geral!

Sê activo também na Greve Geral antes que parem os teus Direitos!

A democracia (demos [povo] + cratos [governo]) só é possível se todxs nós tivermos uma participação activa e crítica na vida da comunidade em que nos inserimos. Esta participação é crucial num dia de Greve Geral, se queremos realmente fazer ouvir a nossa voz!
Por isso, no dia 22 de Março, a Assembleia Popular de Coimbra vai ocupar a Praça 8 de Maio e promover diversas actividades durante todo o dia. Pretendemos com isto criar espaços de encontro, partilha, reflexão, debate e expressão livres e apelamos à participação de todxs – dxs trabalhadorxs aos estudantxs, dxs desempregadxs aos aposentadxs e reformadxs!

13h - Almoço Partilhado
e Animação Musical com Old Trees (https://www.facebook.com/OldxTreesx)
15h - Debate "Trabalho, (Des)Emprego e Precariedade"
19h - Assembleia Popular
21h - Jantar Comunitário
Vigília Nocturna

PARAMOS PARA MUDAR!
Lemos, vemos e ouvimos, não podemos ignorar a greve geral! Reflecte connosco e participa! Contribui para a construção de uma democracia verdadeira, justa e transparente. Por um mundo diferente – justo, solidário e livre!

Durante todo o dia, entre as várias actividades, será disponibilizado um megafone a todas as pessoas que quiserem exprimir as suas ideias na praça pública, o espaço primordial da democracia.
Não faltes! Faz ouvir a tua VOZ!



Evento no Facebook: https://www.facebook.com/events/134043763391532

quarta-feira, 7 de março de 2012

Esta 5ª-feira, Jantar Comunitário e Assembleia Popular

Amanhã (quinta-feira), antes da Assembleia Popular vai realizar-se vai realizar-se um Jantar Comunitário. É na Andy Warhol's Factory e começa às 19h. Estão todxs convidadxs a participar!

Aos que decidirem aparecer, sugere-se que traga o material necessário para comer (prato, talheres, ...) e, quem puder, algo para partilhar.


Até amanhã!


Mapa para chegar à fábrica:


Evento no facebook